<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3229340029600147850</id><updated>2011-07-28T19:35:33.660-07:00</updated><title type='text'>Contatos Imediatos com o século XXI</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rafael Leme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07898188932284682809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>21</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3229340029600147850.post-7519449915245814620</id><published>2009-09-14T11:54:00.000-07:00</published><updated>2009-09-14T11:56:44.543-07:00</updated><title type='text'>Dor, luto, desespero</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/Sq6Rmf_K1KI/AAAAAAAAAGE/kM-LpzNGEas/s1600-h/phz1gccfz0s3ce.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381398695361828002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/Sq6Rmf_K1KI/AAAAAAAAAGE/kM-LpzNGEas/s320/phz1gccfz0s3ce.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quem assistiu “Anti-cristo” nas telonas de cinema nunca mais será o mesmo. Claro que, em alguma instância, todo e qualquer filme nos atinge. Mas têm alguns que ficam. É o caso do mais novo longa de Lars Von Trier, o “melhor diretor do mundo” segundo o próprio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Antes de mais nada, é necessário explicar que o resultado das filmagens é uma obra fantástica, muito pelo desempenho do casal protagonista vivido por Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg. Ambos estão assombrosos em todos os sentidos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A peça cinematográfica é estruturada num roteiro intrigante e perturbador. Toda a história se desenvolve a partir de dois pilares. O primeiro e mais óbvio para o espectador: o filho do casal morre ao cair da janela do apartamento enquanto “ele” e “ela” estão fazendo sexo no banheiro (sim, os personagens principais não têm nome). O segundo que é captado no desenrolar dos acontecimentos: “ela”, algum tempo antes da tragédia, escrevia uma tese sobre genocídios femininos no século XVI. Basicamente, esses dois fatos se unem na geração dos piores sentimentos possíveis. “Ela” afunda numa depressão da pior espécie após a morte do filho. E é disso que o filme trata: dor, luto, desespero, culpa e remorso. Tudo o que acontece na história gira em torno e, mais que isso, pode ser explicado por essa proposta. Esses sentimentos estão intrínsecos aos pesadelos, às loucuras e às ações dos personagens. Ah, sim... quando falo em “tudo o que acontece pode ser explicado” estou ressaltando que algumas seqüências não são de fácil compreensão. É preciso unir A com B, B com C e assim por diante. Cada take é mais metafórico que o outro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A história mais objetivamente: “ele” é terapeuta e resolve dar um basta às doideiras da mulher que se desenvolvem após a morte da criança. Ambos vão ao casebre que possuem no meio de uma floresta (o local é chamado de Éden no filme). “Ela” afirma que trata-se do lugar responsável pelos seus medos e paranóias (foi onde sua tese sobre genocídio foi escrita. Ela estava só no lugar à época, acompanhada apenas do falecido Nick - o filho). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Von Trier, definitivamente, não poupa o espectador. O filme é para quem tem a capacidade de criar um distanciamento saudável do que é visto na tela. Os de estômago fraco não agüentam. Mas isso é mais um fator importantíssimo para que o filme atinja seu objetivo. As cenas “da tesoura” e “da masturbação masculina” são chocantes. Nem “O albergue” consegue ser tão escatológico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Poucos filmes tratam da tristeza como “Anti-cristo”. Von Trier vai fundo no tema e consegue, de fato, realizar uma obra se não estupenda, impressionante. Muitos aplausos de um amante do cinema, que outrora vibrou ao assistir “Saló” de Pasolini, obra certamente vista pelo diretor de “Anti-cristo”. Ambos imprescindíveis para quem curte a sétima arte. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Rafael Gonzalez&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3229340029600147850-7519449915245814620?l=contatosimediatosxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/feeds/7519449915245814620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3229340029600147850&amp;postID=7519449915245814620&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/7519449915245814620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/7519449915245814620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/2009/09/dor-luto-desespero.html' title='Dor, luto, desespero'/><author><name>Rafael Leme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07898188932284682809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/Sq6Rmf_K1KI/AAAAAAAAAGE/kM-LpzNGEas/s72-c/phz1gccfz0s3ce.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3229340029600147850.post-8316908514610544662</id><published>2009-06-25T07:10:00.000-07:00</published><updated>2009-06-25T07:13:06.142-07:00</updated><title type='text'>Por um jornalismo melhor</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A queda do diploma de jornalismo gerou muito “bafafá” nas universidades. Pois o que inicialmente parecia algo negativo para mim, acabou se tornando positivo após leve reflexão. Parecia mais um fator contribuinte ao processo de degradação intelectual social. Parecia mais um passo rumo ao tempo em que profissionais de quaisquer áreas serão piores que os que já estão aí. Mas não. Muito pelo contrário.&lt;br /&gt;                A desvalorização do diploma é óbvia. Mas a da profissão, nem um pouco. Até porque, ao passo que se busca com a medida, indiretamente, uma melhor formação dos profissionais da mídia, ela não existe. Porque digo isso? A idéia é que tenhamos jornalistas graduados em faculdades “de verdade” como história, sociologia, filosofia, ou qualquer outra que tenha um objeto de estudo mais específico e que suponha contato do aluno com Leitura - com L maiúsculo mesmo. Não podemos continuar nos graduando na base do jornal e da revista. Assim é na Espanha, por exemplo. Não há graduação em jornalismo, mas “pós”. O sujeito se FORMA e depois se especializa.&lt;br /&gt;                Do contrário, seremos reféns no futuro de uma mídia realizada por pessoas ignorantes o suficiente para não saberem sequer quem foi Sigmund Freud ou Karl Marx.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Links para minhas matérias publicadas:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.facha.edu.br/publicacoes/jornallab_meier/2008/junho/Pag6e7.pdf"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;http://www.facha.edu.br/publicacoes/jornallab_meier/2008/junho/Pag6e7.pdf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.facha.edu.br/publicacoes/jornallab_meier/2008/abril/Pag12.pdf"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;http://www.facha.edu.br/publicacoes/jornallab_meier/2008/abril/Pag12.pdf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.facha.edu.br/publicacoes/jornallab_meier/2008/novembro/Pag12.pdf"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;http://www.facha.edu.br/publicacoes/jornallab_meier/2008/novembro/Pag12.pdf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://rafaelmotta.wordpress.com/2008/08/29/o-que-e-pos-punk/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;http://rafaelmotta.wordpress.com/2008/08/29/o-que-e-pos-punk/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Rafael Leme Gonzalez (&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:rafael.leme@globo.com"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;rafael.leme@globo.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;)&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3229340029600147850-8316908514610544662?l=contatosimediatosxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/feeds/8316908514610544662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3229340029600147850&amp;postID=8316908514610544662&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/8316908514610544662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/8316908514610544662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/2009/06/por-um-jornalismo-melhor.html' title='Por um jornalismo melhor'/><author><name>Rafael Leme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07898188932284682809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3229340029600147850.post-2522414437113855354</id><published>2009-05-11T12:54:00.001-07:00</published><updated>2009-05-11T13:16:28.656-07:00</updated><title type='text'>Já vi esse filme antes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SgiCqRk4xfI/AAAAAAAAAF8/w6myPe6kf94/s1600-h/3.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334657421404587506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SgiCqRk4xfI/AAAAAAAAAF8/w6myPe6kf94/s320/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há coisas que só acontecem com o Botafogo. Ok. Mas deixe eu melhorar a frase. Há coisas que só acontecem com o Botafogo em jogos decisivos, preferencialmente finais. Porque faço esse adendo ao refrão? Trata-se da premissa sustentadora de minha tese. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O futebol está repleto de acontecimentos sobrenaturais. Quem explica o gol de falta de Juninho Paulista na primeira final do estadual 2001? E o do Pet uma semana depois? Aquela bola na gaveta entrou aos 48 e pronto. Foi isso? Tri do Flamengo. Quem explica o caminhão de gols perdidos pelo Botafogo na final de 2007? E o gol do Renato Augsto? Ele nunca tinha acertado um chute daqueles. Acertou ali? Naquela ocasião? Ou pior de tudo, quem explica o jejum de títulos do Botafogo de 2007 a 2009, tendo sido favorito em uma avalanche de competições e eliminado dramaticamente de todas elas? Como assim tomar 3 do River em 8 minutos!! Como aquele chute patético no jogo contra o Figueirense entrou pela falha do goleiro? E os erros de Ana Paula?!? Ah não. Isso não é explicável cientificamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pois a derrota do Flamengo para o Cruzeiro também não. Vocês dirão: "Mas o Flamengo não tem quem faça gol. É ruim no ataque e, portanto, perdeu." Eu digo: "É mais que isso."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há coisas que só acontecem com o Flamengo em jogos de campeonato brasileiro, preferencialmente no mineirão contra o Cruzeiro, na Vila contra o Santos ou em qualquer estádio da região Sul do país. &lt;strong&gt;É impressionante&lt;/strong&gt;. O Flamengo passeou no primeiro tempo e a bola não entrou. Aos 20 de jogo, quando Fábio impediu com o pé que o pênalti fosse convertido, eu já tinha a certeza: &lt;strong&gt;"Ela não vai entrar hoje"...&lt;/strong&gt; cantei a pedra. Podia chamar o Adriano, o Ronaldo e o Nilmar que ia dar no mesmo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Contra o Cruzeiro no Mineirão, rubro-negros, não percam tempo. Tirem o dia para dar uma volta no shopping, ou curtam a praia até o fim da tarde.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os mesmos deuses, anjos ou duendes que impedem o Botafogo de vencer o Fla em finais entram em campo, nesse caso, contra o Flamengo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Rafael Gonzalez (&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:rafael.leme@globo.com"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;rafael.leme@globo.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3229340029600147850-2522414437113855354?l=contatosimediatosxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/feeds/2522414437113855354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3229340029600147850&amp;postID=2522414437113855354&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/2522414437113855354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/2522414437113855354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/2009/05/ja-vi-esse-filme-antes.html' title='Já vi esse filme antes'/><author><name>Rafael Leme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07898188932284682809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SgiCqRk4xfI/AAAAAAAAAF8/w6myPe6kf94/s72-c/3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3229340029600147850.post-1160112503194782252</id><published>2009-03-23T18:04:00.000-07:00</published><updated>2009-03-23T18:05:18.734-07:00</updated><title type='text'>Arte e Radiohead</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/Scgxxxyv0YI/AAAAAAAAAF0/b-2CL6S4HkQ/s1600-h/radiohead-tampa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316554091360407938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/Scgxxxyv0YI/AAAAAAAAAF0/b-2CL6S4HkQ/s320/radiohead-tampa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A taxação, a classificação, a criação de estereótipos e derivados, definitivamente, não funcionam de forma saudável para a produção artístico-cultural de uma maneira geral. Quando se diz que Radiohead é um progressivo eletrônico contemporâneo está se reduzindo o conteúdo da música produzida pela banda a um determinado emaranhado de conceitos. Radiohead é Radiohead. Ouça. Além do que, pressupõe-se que só existem classificações cunhadas previamente ao aparecimento do elemento. Mas não é sobre isso que eu pensava escrever exatamente, afinal também não acho um crime taxar no intuito de tentar entender um determinado objeto: para isso servem os adjetivos. É natural mesmo que se pense assim. Eu também taxo e classifico o tempo todo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tem me intrigado nos últimos anos é a questão da classificação das manifestações musicais, cinematográficas e literárias entre o que é - de fato - artístico e o que não é, sendo este segundo grupo, produto do que se acostumou chamar de indústria cultural. Cada vez mais sinto que é extremamente complicado afirmar que uma obra faça parte do segundo grupo. Exemplo cinematográfico simples:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hollywood é vista de uma maneira geral como a maior de todas as indústrias do entretenimento. Logo, nada do que ela produz é artístico – ou em outros termos – nada presta. Nenhum estúdio banca uma produção pouco acessível, concordo. A elaboração de uma obra densa, complexa e de difícil “degustação” torna-se impossível portanto nesse contexto. O que há de artístico em Pasolini não há em produções hollywoodianas. OK. Até aqui, morreu Neves. Mas pergunto: “Beleza americana” de Sam Mendes, ou produções clássicas como “Apocalipse Now” de Coppola ou “2001” de Kubrick não são artísticas? Se não são, o que são? Entretenimento de qualidade? Ah, não. Entretenimento de qualidade é 007. Mas certas produções vão além e ainda assim são bancadas pela indústria. Que tipo de público-alvo, por exemplo, a indústria estipula quando banca “Beleza americana”? ... Ah, e o recente Batman? É só entretenimento de qualidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando o foco da discussão, outra coisa que chama atenção são as maneiras de definir qualidades musicais para determinadas bandas de rock. Há quem utilize como parâmetro a complexidade melódica, a profundidade das letras e ao virtuosismo instrumental. Para esses, o progressivo é a nata do gênero e o que veio depois do punk não presta. Outros são mais chegados a uma atitude rebelde, poucos acordes e letras politizadas. Estes execram o progressivo e exaltam o punk. Na verdade, há milhares de análises. Alguns outros parâmetros podem ser usados como a pretensão, tanto positiva quanto negativamente. Na verdade, toda produção para ganhar cartaz seja ela qual for, depende da interação com o ouvinte ou espectador. Os gostos variam e pronto. É isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega, cansei. Ia escrever sobre o Radiohead e desvirtuei totalmente o assunto. Só pra resumir: Radiohead é a nata do rock pós 1990. Vou além. É a única coisa que presta, salvo raras exceções. E como presta. Não esperava mais a existência de nenhuma banda capaz de mexer comigo até o som deles chegar aos meus ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Leme Gonzalez (rafael.leme@globo.com)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3229340029600147850-1160112503194782252?l=contatosimediatosxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/feeds/1160112503194782252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3229340029600147850&amp;postID=1160112503194782252&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/1160112503194782252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/1160112503194782252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/2009/03/arte-e-radiohead_23.html' title='Arte e Radiohead'/><author><name>Rafael Leme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07898188932284682809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/Scgxxxyv0YI/AAAAAAAAAF0/b-2CL6S4HkQ/s72-c/radiohead-tampa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3229340029600147850.post-1270545170986213289</id><published>2009-03-10T20:36:00.000-07:00</published><updated>2009-03-12T09:40:07.763-07:00</updated><title type='text'>A incoerência da ignorância + TV e a polícia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/Sbcxw_TG1LI/AAAAAAAAAFE/kuCyQyX6kJ0/s1600-h/pensador.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311769003201844402" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 247px; height: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/Sbcxw_TG1LI/AAAAAAAAAFE/kuCyQyX6kJ0/s320/pensador.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É impressionante a capacidade humana nutrida pela ignorância de interpretar erroneamente. Quando não há a busca por uma fórmula simplista para as situações analisadas, há, simplesmente, uma queda inconsciente nesse tipo de solução menos complexa. Ousaria dizer que trata-se de algo natural ao ser humano, não fosse a existência de alguns poucos cérebros que contrariam a expectativa e alcançam vôos mais altos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de mim procurar ser o dono da verdade ou observar outros tipos de interpretações de cima para baixo, como se as minhas convicções fossem as corretas. Não se trata disso. A questão que se coloca é: falta capacidade de discernimento, falta sensibilidade, falta a sagacidade necessária para, em alguns casos, observar o óbvio. E o óbvio, muitas vezes, é perceber o quão complexo é o caso. Desculpem a redundância, mas, para me fazer bem claro: notar complexidade, às vezes, é o óbvio, por mais paradoxal que isso possa parecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo é o grande problema da democracia. Entendam: não creio em verdades. Apenas me limito a aceitar exclusivamente perspectivas baseadas em argumentações balizadas, coerentes e lógicas. Do contrário, sofro. Sofro ao ver panoramas serem estabelecidos a partir de interpretações absolutamente incoerentes. E, com exceção de raríssimos casos, esse é o quadro que impera na rede sócio-política em que vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando as coisas caminharem de acordo como você pensa, meu caro raro cérebro, não se iluda: o caminho que a maioria tomou para escolher de acordo com sua preferência foi incoerente e sem qualquer lógica...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;**********************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Comentário sobre Telejornal regional - RJ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- A entrevista era com o delegado responsável pelo petralhumento policial em Santa Tereza, um dia depois do assalto em que duas estudantes foram violentadas. A apresentadora pede a palavra e pergunta algo mais ou menos assim: "Senhor delegado, eu como cidadã e jornalista gostaria de saber aquilo que todos os moradores de Sta.Tereza devem estar querendo saber: quando se poderá ter a certeza de que crimes como esse não irão mais acontecer?" ... (fiquei olhando para a TV com um olhar de incerteza, daqueles de alguém que não acredita no que está vendo e ouvindo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Notaram algo absurdo, ou eu estou ficando maluco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Nessas horas eu queria ser o delegado para responder: "Querida, não sei se você notou, mas eu sou policial, e não mágico, visionário, Deus..." Ora bolas, que tipo de pergunta é essa? Juro que parece cinismo. Custo a acreditar que ela seja inocente a ponto de achar que a polícia poderia garantir isso. Fica parecendo que ela quer mostrar para a população que cobra, que cumpre seu papel social de jornalista, sabem? Ah, faça-me o favor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- A polícia deve zelar pela segurança da população? Ok, concordo. Mas peraí... ela não pode garantir que um louco não saque uma arma e dispare contra a cabeça de qualquer um no meio da rua. O que ela deve fazer é: tentar estar presente no maior número de lugares possíveis para EVITAR a execução de crimes, além de - no caso destes já terem sido cometidos - pegar e prender os executores. Aliás, foi exatamente isso que o delegado respondeu a ela - de forma educada, claro. A resposta era previsível, óbvia. Porque? Porque a pergunta é, com todo respeito, idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Isso tudo sem falar que, para qualquer instituição policial no Mundo efetuar sua função social com louvor, há um pré-requisito: o crime deve ser exceção. Ou seja, ainda que a polícia carioca não estivesse corroída pela corrupção, pela ilegalidade e pelo crime, não seria justo apontá-la como fracassada. O problema é muito maior do que isso. Não é só de ordem policial. Pode chamar a SWAT, o Capitão Nascimento, o FBI... não será suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Ah... a solução? Esqueçam, meus caros. Ela não é compatível com a estrutura sócio-econômica mundial. O mundo é pequeno demais para as duas...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Rafael Leme Gonzalez (rafael.leme@globo.com) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3229340029600147850-1270545170986213289?l=contatosimediatosxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/feeds/1270545170986213289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3229340029600147850&amp;postID=1270545170986213289&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/1270545170986213289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/1270545170986213289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/2009/03/incoerencia-da-ignorancia.html' title='A incoerência da ignorância + TV e a polícia'/><author><name>Rafael Leme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07898188932284682809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/Sbcxw_TG1LI/AAAAAAAAAFE/kuCyQyX6kJ0/s72-c/pensador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3229340029600147850.post-7808984534385761270</id><published>2009-03-06T10:22:00.000-08:00</published><updated>2009-03-06T14:48:59.251-08:00</updated><title type='text'>And the Oscar goes to...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SbFsB_Us1MI/AAAAAAAAAE8/VYnoRiEhLuM/s1600-h/slumdog3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310144217080452290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 238px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SbFsB_Us1MI/AAAAAAAAAE8/VYnoRiEhLuM/s320/slumdog3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Na foto: Danny Boyle, o realizador.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Slumdog millionaire” foi o Papa-tudo da vez na cerimônia do Oscar no último dia 22 de fevereiro. Ainda que não tenha assistido a Frost/Nixon, que estréia hoje nos cinemas brasileiros (Sexta 6/3), já me sinto no direito de emitir uma crítica positiva em relação ao sucesso do filme de Danny Boyle em Hollywood. Ainda que não concorde nem um pouco com as indicações a melhor filme que ignoraram as três melhores produções americanas do ano – Doubt (Dúvida), The wrestler (O lutador) e La boda de Rachel (O casamento de Rachel) -, posso dizer que o prêmio foi merecido. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Milk” de Gus Van Sant também ganhou um lugarzinho na história de Hollywood. Sean Penn levou a estatueta de melhor ator com méritos. Ainda assim, a belíssima história de Harvey Milk encenada por um elenco que conta com Penn, Josh Brolin e James Franco não precisa de muitos outros acertos. A direção de Van Sant praticamente elimina chances do projeto fracassar. No caso de “Slumdog millionaire” não é bem isso que acontece. A série de acertos da produção é essencial para fazer dela um excelente filme. Não há um diretor consagrado, nem um elenco de peso e nem uma história real que por si só já é emocionante. Por esse motivo, creio haver justiça na premiação - ainda que prefira assistir a um filme como “Milk”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A estética de direção de Danny Boyle é, no mínimo, pouco tradicional – algo ousado (ele utiliza Flashbacks, tonalidades diferentes em determinadas tomadas e efeitos do gênero). E acerta na mão. O roteiro é de uma originalidade rara. Os problemas que poderiam surgir em função do elenco ser todo composto por locais (atores indianos), são evitados com louvor. Na verdade esse fator passa a ser positivo para o sucesso do filme. A trilha sonora é uma beleza. Em suma, o filme é um acerto só. Frente a “The curious case of Benjamim Button” e “The reader”, no meu ranking, ele leva de lavada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Quanto às premiações de atriz principal e coadjuvante, só tenho a dizer o mesmo. A premiação de Penélope Cruz era até certo ponto esperada, havendo um pequeno risco de Viola Davis ser a zebra da vez. Mas melhor assim. A espanhola dá show em “Vicky Cristina Barcelona” e já há algum tempo merecia o prêmio. Kate Winslet era barbada. Estrelando duas fortes produções no ano, a atriz não poderia deixar de ser premiada não só pelo desempenho em “The reader” (O leitor), mas pelo conjunto da obra. Até porque performance por performance, creio que Anne Hathaway e Meryl Streep arrasam muito mais em seus respectivos filmes (“Doubt” – Dúvida / “La boda de Rachel” O casamento de Rachel). Heath Ledger eterniza-se na história de Hollywood, finalmente. O James Dean do século XXI... hehehe &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310143007081971186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 242px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SbFq7julPfI/AAAAAAAAAE0/4Ptd4ee7Mxw/s320/CURINGA.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Gostaria de colocar apenas dois pontos em relação a questões cariocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – A demolição de um estabelecimento alimentício na Gávea, conseqüência do choque de ordem, é envolvida por uma camada de subjetividades assustadoras. Para mim, o que antes era uma dúvida, agora é uma certeza: Rodrigo Bethlem e Eduardo Paes querem por que querem aparecer. Isso pode ser bom... ou não.&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;2 – A tentativa de assassinato na Niemeyer é absurda (Sim, como tantos outros eventos ocorridos recentemente na cidade, concordo. A vida é cheia de absurdos). Ainda assim, pela milésima vez, voltarei a dizer que enquanto a justiça permitir impunidade para os poderosos – e para os não-poderosos também – o quadro permanecerá aterrorizante como está. Que os órgãos responsáveis pela segurança pública estão corroídos, isto nós já sabemos. Mas enquanto não houver um “choque de ordem” no judiciário, não adianta nem melhorar a polícia. Quero ver quanto tempo esses sujeitos vão ficar presos... E olha que eles são a escória da sociedade – não falo por mim, mas pelo sistema. São, certamente, sujeitos marginalizados e sem quaisquer oportunidades. Mesmo com todas essas considerações, não há motivo para pena. Prisão perpétua – é a única saída que se aproxima um pouco de algo chamado justiça (por sinal, utópico...).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Rafael Leme Gonzalez (&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:rafael.leme@globo.com"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;rafael.leme@globo.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3229340029600147850-7808984534385761270?l=contatosimediatosxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/feeds/7808984534385761270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3229340029600147850&amp;postID=7808984534385761270&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/7808984534385761270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/7808984534385761270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/2009/03/and-oscar-goes-to.html' title='And the Oscar goes to...'/><author><name>Rafael Leme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07898188932284682809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SbFsB_Us1MI/AAAAAAAAAE8/VYnoRiEhLuM/s72-c/slumdog3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3229340029600147850.post-9093323404563148361</id><published>2009-02-09T15:55:00.001-08:00</published><updated>2009-02-09T16:07:34.370-08:00</updated><title type='text'>Tudo pode acontecer</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SZDD8IEJZ9I/AAAAAAAAAEs/lrVu0kzGv4E/s1600-h/obina.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300952199139518418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SZDD8IEJZ9I/AAAAAAAAAEs/lrVu0kzGv4E/s320/obina.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um grande acerto na carreira do narrador João Guilherme do PFC (Premiere Futebol Clube) foi passar a fazer uso da expressão perfeita para o momento em que Obina recebe a bola durante uma partida do Flamengo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Lá vem Ibson, virou com Léo Moura, Léo investe no passe longo para Obina (!!!)... e agora: Tudo pode acontecer... Tudo pode acontecer...”. Sua sensibilidade esteve aguçada em algum momento e feita a narração desta forma, a expressão virou sua marca registrada. Obina é um jogador curiosíssimo. Afinal, plagiando o narrador, tudo pode acontecer quando ele pega na bola. O leque de possibilidades vai de um drible sensacional emendado de um golaço a um tropeço bisonho ou algo parecido. Ainda assim, me parece um atleta valiosíssimo para o Flamengo. Sempre marca na hora H, sobressai-se em decisões e, ainda que a grandíssima maioria discorde de mim, tem excelente visão de jogo para passar a bola e posicionar-se. Talvez seus principais defeitos sejam a pouca velocidade e a falta de precisão no cabeceio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SZDCnivQqBI/AAAAAAAAAEc/96aUgtyiDNo/s1600-h/Obina+chute+tosco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300950746010789906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 205px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SZDCnivQqBI/AAAAAAAAAEc/96aUgtyiDNo/s320/Obina+chute+tosco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A invencibilidade do Flamengo pouco significa em termos de futuro na temporada. Mas um trunfo que a equipe já mostrou ter é a quantidade de jogadores. Há sempre excelentes peças de reposição no banco e isso pode mudar o rumo de partidas que se mostrem complicadas. Além disso, já é possível estabelecer mais algumas conclusões acerca do time:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Zé Roberto chegou bem. No mínimo, é esforçado, quer jogo.&lt;br /&gt;2 – Willians é promessa das boas.&lt;br /&gt;3 – Jonatas joga demais. Só depende dele para ter uma carreira grandiosa.&lt;br /&gt;4 – Jogador Everton irrita.&lt;br /&gt;5 – Chega de Kléberson. Ninguém agüenta mais. Já deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais do futebol carioca, o destaque óbvio é Victor Simões. Pode fazer a diferença no campeonato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;********************************************************************************&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Apenas um comentário cinematográfico para fechar a postagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Night of the living dead” (A noite dos mortos vivos) de George Romero é o precursor dos filmes de Zumbi. O clássico de 1968 está disponível em DVD na Livraria da Travessa. Ainda que seja um trabalho notável, “Psycho” (Psicose) de Hitchcook se mostra bem mais genial, não somente em termos de elenco e direção, mas também em quesitos técnicos. Este é mais um exemplo da magnitude do trabalho do mestre Alfred. Afinal, “Psycho” é 8 anos mais velho que o filme de Romero.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SZDCjbPFSdI/AAAAAAAAAEU/o0NNmBAJlUs/s1600-h/DEAD.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300950675277302226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SZDCjbPFSdI/AAAAAAAAAEU/o0NNmBAJlUs/s320/DEAD.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Rafael Leme Gonzalez (&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:rafael.leme@globo.com"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;rafael.leme@globo.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3229340029600147850-9093323404563148361?l=contatosimediatosxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/feeds/9093323404563148361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3229340029600147850&amp;postID=9093323404563148361&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/9093323404563148361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/9093323404563148361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/2009/02/tudo-pode-acontecer.html' title='Tudo pode acontecer'/><author><name>Rafael Leme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07898188932284682809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SZDD8IEJZ9I/AAAAAAAAAEs/lrVu0kzGv4E/s72-c/obina.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3229340029600147850.post-3175907429963406334</id><published>2009-02-07T16:24:00.001-08:00</published><updated>2009-02-09T16:17:26.381-08:00</updated><title type='text'>The cinema show</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300216089122990434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SY4mc4j8aWI/AAAAAAAAADU/LNZ5L4VsmeA/s320/broke.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Assisti recentemente, pela segunda vez, o premiado filme “Brokeback Mountain” de 2005. Senti-me pressionado a escrever sobre isso. A razão? A produção é uma pérola. É o tipo do filme que você assiste e pensa: “Nada deveria ser melhor. Está perfeito”. A começar pela performance de Heath Ledger que é assustadora (!!!). O cara encarna no personagem. Cada mínimo detalhe em seu olhar, em suas feições, na sua fala é representado de modo perfeito. A direção de Ang Lee é arrebatadora. A história é construída através das tomadas nas montanhas de forma sutil e harmoniosa. A partir do momento em que termina a estadia dos “cowboys” em “Brokeback”, o romance passa a ser contado “aos pulos”, ou seja, de anos em anos, o que, para o cinema, é algo muito difícil de ser feito sem que haja rupturas no rumo dos acontecimentos representados. Em muitos casos, fica parecendo uma concha de retalhos. Não em “Brokeback Mountain”. O andamento permanece sereno e intocável. Toda a obra é amarrada com maestria pela equipe. Trata-se de uma obra-prima. É um absurdo ter perdido o Oscar de melhor filme para o fraco “Crash” em 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cerimônia do Oscar 2009 será realizada no próximo dia 22 e, nesta última sexta-feira, dia 6, entrou em cartaz no Brasil uma produção que emplacou 5 indicações sendo 4 para ator e atriz principais e coadjuvantes. E já que estou em dia de babar ovo, lá vamos nós de novo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Doubt” (Dúvida, na tradução literal) é sensacional. Dos que vi até agora, o melhor filme de 2008 com folga. Ainda que muito de sua qualidade passe pelas performances irretocáveis de Meryl Streep, Philip-Seymour Hoffman, Amy Adams e Viola Davis, a construção da história e do clima tenso que se faz característico em cada cena são perfeitas. Os diálogos prendem o espectador de forma impressionante e cabe a este buscar em cada vírgula do que é dito indícios que possam acabar com a tal dúvida que envolve a culpa ou inocência de um padre. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Contudo, garanto: de nada adiantará essa investida...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300216153955804466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 228px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SY4mgqFSpTI/AAAAAAAAADc/dIMCwtVG2XQ/s320/doubt.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Embalado pela felicidade de assistir a cinemas de qualidade (ainda que “Brokeback” tenha sido na minha TV LG de 20 polegadas e sem tela plana...), resolvi postar algumas listas de favoritos para que meus poucos leitores (além dos pais) possam conhecer melhor meus gostos pessoais. Serão elas: Top 10 para cinema; Top 10 para atores; Top 10 para atrizes; Top 10 para diretores. Por hoje, acho que está bom. Lembro que são escolhas de caráter pessoal, o que me permite, por exemplo (e apenas por exemplo), estabelecer a presença de "Anaconda" no Top de filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TOP CINEMA:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1- American Beauty&lt;/strong&gt; (Beleza Americana)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2- Seven&lt;/strong&gt; (Seven, os 7 pecados capitais)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3- Alien &lt;/strong&gt;(Alien, o 8° passageiro)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4- The Shawshank redemption&lt;/strong&gt; (Um sonho de liberdade)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5- Good night and good luck&lt;/strong&gt; (Boa noite e boa sorte)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5- Vertigo&lt;/strong&gt; (Um corpo que cai)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6- The Bridges of Madison County&lt;/strong&gt; (Pontes de Madison)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7- Chinatown&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8- Brokeback mountain&lt;/strong&gt; (O segredo de Brokeback mountain)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;9- Titanic&lt;br /&gt;10- Psycho&lt;/strong&gt; (Psicose)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menção honrosa:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- The exorcist&lt;/strong&gt; (O exorcista), um extraordinário clássico do terror.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Halloween&lt;/strong&gt;, assustador.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Jaws&lt;/strong&gt; (Tubarão), que só pela trilha já valeria.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- The departed&lt;/strong&gt; (Os infiltrados), que já é um filme policial clássico.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Matchpoint&lt;/strong&gt;, cujo tema abordado é intrigante (a sorte, o azar, o acaso).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Matrix&lt;/strong&gt;, cheio de metáforas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Back to the future&lt;/strong&gt; (De volta para o futuro), o melhor blockbuster de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- WALL.E&lt;/strong&gt;, uma animação imperdível.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Doubt&lt;/strong&gt; (Dúvida), o tempo o levará para meu Top 10. &lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300216252041537682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 137px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SY4mmXewKJI/AAAAAAAAADk/UE5UmdFlbYE/s320/noir_chinatown3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;TOP ATORES:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1- Kevin Spacey&lt;/strong&gt; – pelo Lester Burnham de “American beauty”. A melhor atuação que já vi na história do cinema.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2- Heath Ledger&lt;/strong&gt; – suas participações em “Brokeback mountain” e “Batman – o cavaleiro das trevas” são impecáveis.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3- Jack Nicholson&lt;/strong&gt; – o cara.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4- Russel Crowe&lt;/strong&gt; - por “American gangster”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5- George Clooney&lt;/strong&gt; – veja “Michael Clayton” (Conduta de risco) e “Burn after reading” (Queime depois de ler).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6- Sean Penn&lt;/strong&gt; – cada personagem seu tem um ar diferente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7- Tim Robins&lt;/strong&gt; – por “Mistic river”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8- Al Pacino&lt;/strong&gt; – O “Godfather” depois de Brando.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9- Morgan Freeman&lt;/strong&gt; – apesar de seus personagens sempre terem características em comum, em alguns filmes, sua fisionomia e seu ar sereno caem como uma luva. Em “Seven” e “The shawshank redemption” está impecável.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10- Phillip Seymour Hoffman&lt;/strong&gt; – veja “Capote” e “Doubt”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menção honrosa:&lt;br /&gt;-&lt;strong&gt; Javier Bardem&lt;/strong&gt;, pelos recentes trabalhos (“No country for old men” / “Vicky Cristina Barcelona”).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Brad Pitt,&lt;/strong&gt; não é Só bonitão... é fera na profissão.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- John Malkovich&lt;/strong&gt;, pelo humor que incorpora em seus personagens.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Anthony Hopkins&lt;/strong&gt;, o Hannibal Lecter de “Silence of the lambs”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TOP ATRIZES:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1- Meryl Streep&lt;/strong&gt; – unanimidade.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2- Cate Blanchett&lt;/strong&gt; – referência.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3- Judi Dench&lt;/strong&gt; – dá uma aula em cada filme que trabalha.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4- Penelope Cruz&lt;/strong&gt; – sempre rouba a cena nos filmes em que atua.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5- Naomi Watts&lt;/strong&gt; – dá aula de representação em “Mullholand drive” (Cidade dos sonhos)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6- Kate Winslet&lt;/strong&gt; – sempre atua com brilhantismo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7- Helen Mirren&lt;/strong&gt; – pareceu mais a rainha que a própria.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8- Nicole Kidman&lt;/strong&gt; – veja “Dogville”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9- Anne Hathaway&lt;/strong&gt; – sempre precisa quanto ao tom que deve dar ao personagem.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10- Jodie Foster&lt;/strong&gt; - pela detetive “caipira” Starling de “Silence of the lambs”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menção honrosa:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Kathy Bates&lt;/strong&gt;, uma coadjuvante sempre perfeita (“Titanic” / “Revolutionary road”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TOP DIRETORES:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1- Alfred Hitchcook&lt;/strong&gt; - o mestre.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2- Roman Polansky&lt;/strong&gt; - de “Chinatown” e “Rosemary’s baby”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3- Francis Ford Coppola&lt;/strong&gt; - “Godfather” (O poderoso chefão) e “Apocalipse now” são inesquecíveis.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4- David Fincher&lt;/strong&gt; – “Seven” é uma obra-prima.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5- Steven Spielberg&lt;/strong&gt; – pelo conjunto da obra.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6- Ridley Scott&lt;/strong&gt; – “Alien” é uma aula de direção.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7- Sam Mendes&lt;/strong&gt; – “American Beauty” leva todos os prêmios na minha academia.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8- Woody Allen&lt;/strong&gt; – como Spielberg, pelo conjunto da obra&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9- Clint Eastwood&lt;/strong&gt; – realizador de muitas produções no estilo de excelente “Mistic river” (Sobre meninos e lobos)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10- James Cameron&lt;/strong&gt; – “Titanic” é fantástico. Além disso, dirigiu a impecável continuação de “Alien”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menção honrosa:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Ang Lee&lt;/strong&gt;, por “Brokeback Mountain”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- &lt;strong&gt;George Clooney&lt;/strong&gt;, promessa para direção, por “Good night and good luck”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300216375152524162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 247px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SY4mtiGsu4I/AAAAAAAAADs/tuK2J5a_3GA/s320/hitchcook.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Leme Gonzalez (&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:rafael.leme@globo.com"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;rafael.leme@globo.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3229340029600147850-3175907429963406334?l=contatosimediatosxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/feeds/3175907429963406334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3229340029600147850&amp;postID=3175907429963406334&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/3175907429963406334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/3175907429963406334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/2009/02/cinema-show.html' title='The cinema show'/><author><name>Rafael Leme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07898188932284682809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SY4mc4j8aWI/AAAAAAAAADU/LNZ5L4VsmeA/s72-c/broke.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3229340029600147850.post-5515884533255972361</id><published>2009-02-03T20:35:00.000-08:00</published><updated>2009-02-03T21:05:50.087-08:00</updated><title type='text'>Novos rumos estabelecidos por um cocô</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SYkce5vwQSI/AAAAAAAAAC0/l-mvAvp7_Qs/s1600-h/647px-Columba_livia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298797753800868130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 279px; CURSOR: hand; HEIGHT: 245px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SYkce5vwQSI/AAAAAAAAAC0/l-mvAvp7_Qs/s320/647px-Columba_livia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na tarde da última terça-feira, este que vos escreve encaminhava-se na direção de um cinema na Praia de Botafogo, acompanhado da namorada. Eis que um espécime de Columba livia, a ave popularmente conhecida como Pombo, pousou sobre um semáforo. Debaixo deste, caminhava o casal feliz rumo ao seu cineminha. Já dá pra imaginar o que aconteceu em seguida, certo? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois bem. O cocô daquele Pombo gerou uma imediata mudança de planos. Deixamos de ir para o cinema naquele instante e pusemo-nos a procurar uma loja que vendesse uma camiseta por um preço “bacana” – seria inviável prosseguir o passeio sem requerer a compra de uma blusa. Em seguida, efetuada a compra num shopping da região, resolvemos ir ao cinema mais próximo, que viria a ser um localizado dentro do próprio shopping. Conclusão: nossas vidas tomaram um novo rumo em função daquele cocô. Certamente, ele será responsável por um aumento ou diminuição de 5, 10 ou até 20 anos no período correspondente ao que permanecerei vivo. Literalmente, aquele cocô não foi pouca merda. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298797976574682578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 333px; CURSOR: hand; HEIGHT: 201px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SYkcr3pK5dI/AAAAAAAAAC8/DCZQdwpZxl0/s320/22button-600.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em “O curioso caso de Benjamim Button”, observa-se uma reflexão idêntica a que está posta nos parágrafos acima. Talvez este tenha sido o ponto mais interessante de um filme badaladíssimo e tecnicamente genial, porém pouco revelador no que diz respeito ao Tempo, tema-matriz da fábula. Além de abordar a questão dos eventos contínuos que nos levam a diversos rumos distintos, o filme aponta para o fato de que não há nada que dure para sempre, mas isso o A-ha já tinha sacado em 1988...* Em suma, o favorito ao Oscar não revela nada de muito profundo. É apenas um belo filme.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De qualquer maneira, o tempo é um conceito intrigante e, talvez, o filme que melhor o tenha digerido é o clássico “Back to the future” de Robert Zemeckis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298798344690556466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 336px; CURSOR: hand; HEIGHT: 197px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SYkdBS-1XjI/AAAAAAAAADE/lX7WJX0H46U/s320/future460.jpg" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Outro dia, vi-me imerso em pensamentos sobre o tema. Algo me intrigava: o sentimento de nostalgia. Comecei a lembrar com saudade de uma série de fases da minha vida. De repente, notei que sentia falta até de fases que não foram tão boas, tipo os períodos de decepção amorosa ou coisa parecida. “Porque diabos!?” – pensei. É muito louco isso. O simples fato de eventos bons ou ruins estarem entrelaçados a um tempo passado é o suficiente para que sintamos falta deles. Notei que sentia falta de muita coisa e calculei o quanto ainda não acontecerá em minha vida que me dê motivos para que sinta mais e mais falta no futuro. Conclui que os problemas físicos na velhice deverão ser os menos problemáticos... Isso tudo, claro, colocada a hipótese de eu chegar à velhice. &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho saudade de ser criança. Sinto falta da ingenuidade. Sinto falta do Natal como eu o entendia enquanto criança. Sinto falta de muitas pessoas vivas e mortas. Tenho saudade da sétima série. Sinto falta de tocar guitarra (estou sem amplificador). Sinto falta da Xica, a falecida gata do meu avô. Mas de uma coisa eu sinto muita falta: do tempo em que Ketchup e Mostarda eram colocados naqueles cones de plástico vermelhos e amarelos. Não me importa o quão anti-higiênico aquilo pudesse ser. Nada pode ser pior que esses sachezinhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* ”There’s never a forever thing”, single do A-ha lançado no Brasil em 1989.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298798676180446674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SYkdUl4LrdI/AAAAAAAAADM/r4k0khLsM7g/s320/3710841_SquirtKetchupMustard_S208.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Não deixem de ler a postagem anterior "a realidade nua e crua da existência medíocre" - está mais interessante que esta e foi postada no mesmo dia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Rafael Leme Gonzalez (&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:rafael.leme@globo.com"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;rafael.leme@globo.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3229340029600147850-5515884533255972361?l=contatosimediatosxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/feeds/5515884533255972361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3229340029600147850&amp;postID=5515884533255972361&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/5515884533255972361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/5515884533255972361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/2009/02/na-tarde-da-ultima-terca-feira-este-que.html' title='Novos rumos estabelecidos por um cocô'/><author><name>Rafael Leme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07898188932284682809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SYkce5vwQSI/AAAAAAAAAC0/l-mvAvp7_Qs/s72-c/647px-Columba_livia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3229340029600147850.post-5226754201919507965</id><published>2009-02-03T15:44:00.000-08:00</published><updated>2009-02-03T19:46:48.054-08:00</updated><title type='text'>A realidade nua e crua da existência medíocre</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SYjZLv7YGmI/AAAAAAAAACc/D0rBYpTzDNU/s1600-h/revolutionaryroad_l.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298723757468686946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SYjZLv7YGmI/AAAAAAAAACc/D0rBYpTzDNU/s320/revolutionaryroad_l.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Revolutionary Road” (na tradução, “Foi apenas um sonho”) é um daqueles filmes em que você aguarda o desfecho ansiosamente para dar o veredicto final acerca da qualidade da obra sob o seu ponto de vista. É, também, um daqueles que não decepcionam. Seu único pecado é ser tão comparável a “American Beauty”, dirigido pelo mesmo Sam Mendes.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Definitivamente, Mendes gosta de abordar o tema da infelicidade humana-conjugal decorrente da escolha, por parte dos indivíduos “civilizados” em geral, de rumos padronizados para a vida adulta. Em outras palavras e usando uma expressão norte-americana: as obscuridades do American way of life.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A principal diferença entre sua obra-prima “American Beauty” e o excelente “Revolutionary Road” é que, ao contrário do primeiro, o segundo é mais específico, temporalmente falando. A recente produção, protagonizada pelo casal “Titanic” Dicaprio/Winslet, está focada nos anos 50, tempos em que homens botavam dinheiro em casa e mulheres cuidavam das crianças. Os dramas vividos pela família Wheeler giram em torno desse panorama. Ainda assim, muitas semelhanças impedem a dissociação das duas obras. A trilha sonora e a direção das duas produções têm muita coisa em comum.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;De qualquer forma, o vencedor do Oscar 1999 não tira o brilho de “Revolutionary Road”. Neste, o “ordinary couple” Frank e April não é tão “ordinary” assim. Tanto é que, percebendo a previsibilidade pela qual suas vidas tomavam rumo e os limites sociais que os rodeavam impiedosamente, resolvem se desfazer de seu patrimônio, angariando assim, fundos para viver uma nova vida em Paris. Seria a realização do desprendimento total daquela vida pacata e miserável, que aparentemente era maravilhosa. Mas a vida logo mostra que nada é tão simples assim.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os grandes acertos do filme são, além do excelente elenco e intrigante trilha, o vizinho “lunático” vivido por Michael Shannon (indicado ao Oscar 2009 por esse filme), único da vizinhança que encara a dura realidade sem tentar enganar a si próprio, e a abordagem de alguns temas-tabu que ainda são tabus na sociedade atual. Um exemplo é o peso, nas costas de qualquer pai em sã consciência, que o nascimento de um filho gera (uso o termo relativo ao conceito de sanidade em função da maneira pela qual o filme trabalha essa questão – quem assistir, captará a mensagem).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Apesar da temporalidade do filme, o tema na sua génese é atual. Todos nós, seres humanos sociais, vemos, diariamente, nossas escolhas serem pautadas por uma série de fatores que estão acima da nossa efetiva vontade. Somos reféns da sociedade. Ainda que ela nos ofereça uma série de facilidades que os homens das cavernas não tinham como, por exemplo, ir até a esquina e comprar um quilo de carne previamente fatiada, às vezes nos damos conta de que paga-se caro por isso. Nossas mentes eventualmente se interrogam: “Quanto estou disposto a pagar por isso? Não estaria ficando pesado demais?”&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Há quem pire. Há quem se entregue ao álcool ou às drogas. Há quem renuncie à vontade de viver. Há também quem não se pergunte sobre esse tipo de coisa. Há quem ligue o “foda-se” para tudo como Lester Burnham, o personagem de Kevin Spacey em “American Beauty”. E há quem aceite as coisas como elas são e continue na mediocridade que é a vida comum como os Wheelers de “Revolutionary Road”. Tanto a história de Burnham, quanto a dos Wheelers não acaba nada bem. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas, no fim das contas, alguma história acaba bem?&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298724696026509426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SYjaCYU_8HI/AAAAAAAAACs/2JVZqdFu-2o/s320/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Rafael Leme Gonzalez (rafael.leme@globo.com)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3229340029600147850-5226754201919507965?l=contatosimediatosxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/feeds/5226754201919507965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3229340029600147850&amp;postID=5226754201919507965&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/5226754201919507965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/5226754201919507965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/2009/02/realidade-nua-e-crua-da-existencia.html' title='A realidade nua e crua da existência medíocre'/><author><name>Rafael Leme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07898188932284682809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SYjZLv7YGmI/AAAAAAAAACc/D0rBYpTzDNU/s72-c/revolutionaryroad_l.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3229340029600147850.post-4552093356911382477</id><published>2009-01-25T14:43:00.000-08:00</published><updated>2009-01-26T10:16:45.636-08:00</updated><title type='text'>Dos recentes "big shows" cariocas, o melhor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SXzrpslOOeI/AAAAAAAAACU/dLo57wq6bTo/s1600-h/Elton_John.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295366363455306210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 229px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SXzrpslOOeI/AAAAAAAAACU/dLo57wq6bTo/s320/Elton_John.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Elton John faz questão de apontar para diversas partes da platéia emitindo um “thank you” para cada uma delas, em cada em intervalo entre as canções. O objetivo é claro: demonstrar sua gratidão pela presença do público que, no último dia 19, na Praça da Apoteose, foi de 28 mil pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No show de abertura, James Blunt mostrou ser um artista e tanto levantando o público na base de uma boa apresentação e de muita agitação – ele chegou a “surfar” em cima do piano. Às 22 horas, Elton John subiu ao palco. As seis primeiras canções executadas serviram para demonstrar a qualidade de sua banda e para o público começar a sentir coceira na garganta, esperando os “hits” imortais. Os primeiros acordes de “Goodbye yellow brick road” geraram, instantaneamente, um coro de gritos e aplausos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Antes de “Sacrifice” fazer o público – incluindo as gerações mais avançadas – levantar-se nas arquibancadas, ouviu-se uma bela, porém um tanto longa, execução de “Rocket man”. A canção foi arrastada por mais de oito minutos fazendo uma senhora no público – por sinal, minha tia – soltar com bom humor: “Tá bom filho... vamos pra próxima!”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Antes do BIS, o público ainda dançou muito com “Bennie and the Jets” e “Crocodile Rock”, na qual a platéia entoou o refrãozinho clássico imortalizado, no Brasil, pelos Mamonas assassinas. “Skyline pigeon” – uma das favoritas do público brasileiro – foi cantada em coro e “Your song” fechou a magistral apresentação. O público ainda observou, de quebra, uma queima de fogos de artifício do Morro da Coroa por detrás do palco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos dez anos, à altura deste “big show”, no Rio, só mesmo o de Roger Waters na turnê “Dark side of the moon”. Além do fato de as bandas de ambos serem excelentes, um outro motivo é a acústica da Apoteose que se mostra muitíssimo melhor que, por exemplo, a do Maracanã, onde “The Police” e “Madonna” também realizaram bons shows. Ainda assim, Elton John leva o prêmio de melhor show dos últimos tempos pelo monstro, no bom sentido, que é. Compositores à sua altura são poucos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estou em férias. Fevereiro virá acompanhado de muitas postagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Leme Gonzalez (rafael.leme@globo.com)&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3229340029600147850-4552093356911382477?l=contatosimediatosxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/feeds/4552093356911382477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3229340029600147850&amp;postID=4552093356911382477&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/4552093356911382477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/4552093356911382477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/2009/01/this-are-his-songs.html' title='Dos recentes &quot;big shows&quot; cariocas, o melhor'/><author><name>Rafael Leme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07898188932284682809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SXzrpslOOeI/AAAAAAAAACU/dLo57wq6bTo/s72-c/Elton_John.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3229340029600147850.post-9077446953609823533</id><published>2009-01-15T20:14:00.000-08:00</published><updated>2009-01-15T20:37:05.916-08:00</updated><title type='text'>1000 a 10: goleada no banho de sangue</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SXAMOw4PlEI/AAAAAAAAACM/-YRrA1fEaJM/s1600-h/aa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291743009938838594" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 231px; height: 300px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SXAMOw4PlEI/AAAAAAAAACM/-YRrA1fEaJM/s320/aa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; &lt;br /&gt;  A julgar pelo teor das reportagens sobre os recentes conflitos ocorridos no Oriente Médio nos mais diversos veículos de comunicação, pode parecer que a mídia tomou parte a favor dos palestinos – afinal vivemos tempos em que devemos desconfiar de tudo e de todos, vide imprensa norte-americana e sua cobertura da Guerra no Iraque. Mas, dessa vez, a questão é menos complexa. A cobertura tem sido editorialmente negativa em relação às ofensivas de Israel pelo simples fato de que não poderia ser diferente – do contrário, a empresa seria acusada de complacência frente atitudes de caráter assassino. Para deixar ainda mais clara minha posição, emito de forma condensada a maneira como vejo o atual conflito e sua repercussão: Israel tem sido tão sanguinário e inconseqüente, que nem a parte conservadora da mídia resistiu numa cobertura 100% imparcial. Afinal quando é sabido que o número de palestinos mortos é de 1024 contra 10 israelenses, é preciso tomar parte (números divulgados no dia 15 de janeiro-2009).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;    Quando me refiro à cobertura da imprensa, o faço em função de algumas reflexões que vagueiam em minha mente do tipo: a comunidade judaica é uma organização forte em todo o mundo. Seus membros, portanto, estão presentes no círculo dos poderosos. Esse círculo de poderosos é composto basicamente, no mundo de hoje, por investidores. E os investidores são clientes. E o cliente tem sempre razão. Como todo veículo de comunicação é uma empresa, é preciso estar sempre atento (os estudantes e formados em comunicação sabem bem do que estou falando). Mas como já disse, Israel conseguiu a proeza de perder qualquer aliado. Suas ações tem sido tão absurdas que fica chato até para os EUA apoiarem as ofensivas – foram a única nação que se absteve na votação da ONU em relação a uma possível trégua - cessar-fogo - por parte de Israel (todas as outras foram a favor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    O conflito deixa algumas indagações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;1)&lt;span style="font-weight: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-size-adjust: none;"&gt; &lt;/span&gt;Até quando resistirá a cara-de-pau da cúpula executiva de Israel dizendo - entre outras barbaridades – que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"não queria" &lt;/span&gt;iniciar a ofensiva? ... Ora, então porque o fez?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;2)&lt;span style="font-weight: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-size-adjust: none;"&gt; &lt;/span&gt;Até que ponto o conflito pode ter ligações com a crise, já que ele, por exemplo, fez subir o preço do petróleo que havia despencado?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;3)&lt;span style="font-weight: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-size-adjust: none;"&gt; &lt;/span&gt;Alguém ainda acredita na paz entre israelenses e palestinos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;4)&lt;span style="font-weight: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-size-adjust: none;"&gt; &lt;/span&gt;Para que serve a ONU?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;    O argumento israelense para o banho de sangue é: nenhum Estado nacional aceitaria viver sendo bombardeado por mísseis sem responder de forma igualmente violenta. O objetivo, aparentemente, é: acabar com o Hamas. E o próximo desafio começa a aparecer: o Hezbollah. Mas vamos por partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;    Primeiro: essa história dos mísseis não pode ser dada como verdade. O motivo para o estopim do conflito tanto pode ser esse quanto pode ser outro (podem me acusar de teórico da conspiração, mas que a crise econômica parece ter a ver com isso parece...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;    Segundo: o que bombardear uma escola, um depósito de material de ajuda humanitária e um prédio da ONU (!?!?) tem a ver com o objetivo da missão que é acabar com Hamas? Porque 1024 pessoas, sendo mais de 300 crianças, foram mortas? Quem responde por isso? Quem lançou esses mísseis? Qual o plano da próxima ofensiva? Esquartejamento de criancinhas palestinas em praça pública? O que esperar dos órfãos sobreviventes? Que eles aceitem e cantem “Imagine” junto aos judeus?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291742612329654290" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 291px; height: 198px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SXAL3nq06BI/AAAAAAAAACE/9raBtRsHJVo/s320/a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;    Terceiro, finalizando: por mais que seja sabido que o Hamas é uma organização militar que se infiltra na comunidade civil, o que tem ocorrido não pode ser tolerado. 300 crianças não podem morrer e pronto, dane-se (!). Isso é inadmissível, repugnante, cruel e injusto. A comunidade judaica deveria ter vergonha de seus laços com o Estado de Israel.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Rafael Leme Gonzalez (rafael.leme@globo.com)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3229340029600147850-9077446953609823533?l=contatosimediatosxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/feeds/9077446953609823533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3229340029600147850&amp;postID=9077446953609823533&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/9077446953609823533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/9077446953609823533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/2009/01/1000-10-goleada-no-banho-de-sangue.html' title='1000 a 10: goleada no banho de sangue'/><author><name>Rafael Leme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07898188932284682809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SXAMOw4PlEI/AAAAAAAAACM/-YRrA1fEaJM/s72-c/aa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3229340029600147850.post-289729242047539484</id><published>2008-12-24T11:28:00.000-08:00</published><updated>2008-12-24T11:34:18.389-08:00</updated><title type='text'>Moral: cinismo ou espiritualidade?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SVKNswlYudI/AAAAAAAAAB0/AyrnqPEEBl4/s1600-h/ARPOADOR.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5283441112954485202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SVKNswlYudI/AAAAAAAAAB0/AyrnqPEEBl4/s320/ARPOADOR.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tudo começou numa conversa sobre astrologia com a namorada, numa bela tarde ensolarada na praia do Arpoador. Papo vai, papo vem, e chega-se a uma discussão acerca de uma possível espiritualidade envolvendo ateísmo e ceticismo. Disso, emerge a questão da moralidade. Confuso, não? Explico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse um astrólogo em entrevista a Marília Gabriela no GNT crer que ateus, muitas vezes são aqueles mais espirituais, ainda que não o percebam. Pus-me a refletir. Que diabos ele quis dizer? Parece doideira atribuir espiritualidade a um ateu. Enfim. Procurei chegar lá. E penso ter conseguido.&lt;br /&gt;Para tanto, pautei-me por exemplificações práticas: ao passo que um ateu age moralmente ou eticamente, ele desenvolve uma atitude espiritual. O que quero dizer? Um ateu que baseia suas ideologias e ações no plano da vida material - e nada mais - deveria, por lógica, agir de acordo com seus benefícios. A praticidade de suas realizações deveria dar sentido apenas a sua existência da melhor forma possível. Se não há nada além das percepções materiais, não há razão para agir segundo uma moral. O que chamo de moral não é deixar de furar fila. É deixar de furar fila por uma complexa razão espiritual. Se o ateu deixa de fazê-lo porque tem medo de ser linchado, aí são outros quinhentos – nada feito. Mas se ele o faz por crer que aquilo o beneficia de alguma maneira, ele está agindo espiritualmente. (O astrólogo deve ter colegas que fazem coisas desse tipo) Essa foi a maneira pela qual acreditei ter desvendado a questão.&lt;br /&gt;Mas isso deu margem para mais pensamentos envolvendo moral e interdições. Para que o leitor disfrute de minhas considerações, deverá partir do mesmo pressuposto do qual parti: em circunstâncias “naturais” (muitas aspas), o ser humano deveria – tendo a chance de fazê-lo sem conseqüências desagradáveis – furar filas (uso essa prática apenas como exemplo). Afinal, gatos não fazem fila diante de uma série de pedaços de salmão. Come maior quantidade o que for mais troglodita... Posto isso, me pergunto: porque formamos filas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho problemas muito particulares com aqueles que não pautam suas atitudes pela boa civilidade, materializada na figura da fila. Isso decorre das desagradáveis tardes em que resolvo me dirigir ao estádio do Maracanã para assistir partidas do Flamengo. O vício me impede de deixar essa prática de lado. Ainda assim, tenho consciência da roubada em que estou me metendo. A disputa pelo ingresso é sempre “na marra”. Ao invés de filas, vemos um mar de pessoas abarrotadas nas bilheterias – metade delas sem qualquer senso de cidadania, agindo de acordo com o seu interesse e mais nada. Como os gatos... de qualquer maneira isso me traumatizou.&lt;br /&gt;Traumas a parte, me pergunto: porque diabos a furação de fila tanto me incomoda? (mais do que denúncias de superfaturamento em obras públicas) – porque eu sinto na pele o sofrimento que decorre dessa prática. Quando somos vítimas diretas sofremos mais e, portanto, nos empenhamos mais em ser “civilizados”. Porque quando uma criança morre vítima da criminalidade urbana, seus pais passam a agir politicamente em favor da paz? Porque depois que sofremos um assalto, nos indignamos mais do que quando estamos aproveitando uma boa praia? Porque muitos derramam lágrimas no cinema e quando saem do mesmo partem para um bom hambúrguer sem posterior indigestão, ou pior, fazem graça de um aleijado? Tudo isso acontece porque, na verdade, só nos incomodamos quando sentimos na pele ou quando a desgraça se coloca estampada na nossa cara, incomodando.&lt;br /&gt;Aonde quero chegar? – perguntam vocês. Quero dizer que a suposta moralidade da qual tanto falamos se estabelece através de interdições de cunho cínico. Se meu trauma com filas aumenta meu ódio por aqueles que não aderem-na é porque, para mim, não se trata de uma questão moral aderir. Mas sim de uma questão pessoal: ela me beneficia pois de troglodita, nada tenho,e, portanto, na força, perderei.&lt;br /&gt;Conclusão: sou um escroto de marca maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a argumentação acima é apenas uma reflexão. Não acredito em tudo o que foi dito. Agi como “advogado do diabo”.&lt;br /&gt;Na verdade, eu acredito na moral cínica, mas TAMBÉM no que chamo de moral espiritual. Tendo explicado a primeira nos parágrafos acima, classifico a segunda como uma atitude inclassificável. Ela existe para além de qualquer explicação. É simplesmente algo bom. É amor.&lt;br /&gt;Ainda não criei coragem para aderir totalmente ao ceticismo, ainda que seja um profundo admirador do mesmo. Mas, mesmo observando o mundo por uma ótica bastante pessimista, ainda acredito no amor. Ainda preciso disso. A ingenuidade tem de tomar conta de pelo menos 5% do meu ser, do contrário fico louco. Não quero me transformar num gato, num bicho (nada contra os gatos, mas contra a maneira como eles disputam comida). Quero crer que as atribuições cerebrais características a espécie humana – as quais chamamos de inteligência – possam ser usadas em função da civilidade e do amor. Quero crer que não existe apenas a moral cínica, mas também a espiritual.&lt;br /&gt;Concluo que quando não furo filas, quando não me deixo corromper, quando procuro agir sem prejudicar o próximo, creio estar interditando ações egoístas a partir da moral cínica (sempre), mas também da moral espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É Natal, não é mesmo? Hoje, abracei o Amor. Hehehe Ainda não virei um ateu cético. O tempo, provavelmente, dará conta disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Leme Gonzalez (rafael.leme@globo.com)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3229340029600147850-289729242047539484?l=contatosimediatosxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/feeds/289729242047539484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3229340029600147850&amp;postID=289729242047539484&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/289729242047539484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/289729242047539484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/2008/12/moral-cinismo-ou-espiritualidade.html' title='Moral: cinismo ou espiritualidade?'/><author><name>Rafael Leme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07898188932284682809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SVKNswlYudI/AAAAAAAAAB0/AyrnqPEEBl4/s72-c/ARPOADOR.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3229340029600147850.post-3781658102592262433</id><published>2008-12-17T13:35:00.000-08:00</published><updated>2008-12-17T13:39:50.638-08:00</updated><title type='text'>Crueldade ontem e hoje</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SUlxQyzjgKI/AAAAAAAAABk/2YPtxAXRawA/s1600-h/story.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280876571398471842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 208px; CURSOR: hand; HEIGHT: 132px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SUlxQyzjgKI/AAAAAAAAABk/2YPtxAXRawA/s200/story.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Assisti na última terça-feira “The boy in the striped pajamas” (O menino do pijama listrado), mais uma produção que abarca o tema da inocência infantil frente à estupidez adulto-humana, dessa vez materializada pelo nazismo. O filme é uma adaptação do romance de John Boyne, que leva o mesmo nome.&lt;br /&gt;Diferentemente de filmes como “Machuca” ou “La Faute à Fidel!” (A culpa é do Fidel!), “The boy in the striped pajamas” é menos sutil ideologicamente. Ele é claríssimo, até demais. A começar pelo fato de que a história é bastante inverossímil, ao contrário das dos filmes citados acima. Em “Machuca”, tudo gira em torno da amizade entre meninos de classes sociais distintas que estudavam no mesmo colégio em função das medidas do governo Allende. Em “La faute à Fidel!”, uma menina filha de militantes e neta de conservadores vive uma série de dilemas infantis. Nesta última produção norte-americana, um menino filho de oficial nazista mora a pouco mais de 1 quilometro de um campo de concentração e consegue chegar a cerca eletrificada de onde estabelece contato com um pequeno judeu – o tal garoto do pijama listrado. Daí rola uma amizade que vai dar num final interessante, mas pouquíssimo crível. Essa inverossimilhança faz da obra uma reflexão caricata, onde as intenções se mostram óbvias.&lt;br /&gt;Não se trata de uma crítica ao nazismo, efetivamente. Mas ainda assim, esse evento histórico é usado como elemento para reflexão, sem que se estabeleçam contrapontos, o que é complicado. Quero dizer: o nazismo aparece como algo horrível no filme. E foi, de fato. Mas até que ponto isso não pode ser assimilado erroneamente como algo que já passou? Um mal sanado? Em “La faute à Fidel!”, as faces perversas do conservadorismo são denunciadas e materializadas no golpe de Pinochet, mas as contradições da militância também são abordadas. Um exemplo ilustrativo é o momento em que o pai comunista leva a filha de 8 anos para uma passeata que termina com as pessoas levando cacetada da polícia (!?!?). Não é legal fazer isso...&lt;br /&gt;Finalizo apontando “The boy in the striped pajamas” como um bom filme, salvo as críticas acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A propósito, deixo uma reflexão:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Na Alemanha nazista, quem era contra o sistema podia fugir dele, renunciando ao partido. Claro, conseqüências como expurgo do país ou morte eram freqüentes para traidores desse tipo. Mas e na atual capital-democracia global? Se o cidadão não tem muita simpatia pelo consumismo desenfreado, o que fazer? (não vale virar pseudo-revolucionário e vestir uma camisa do Che) Na minha opinião, só o suicídio dá conta da libertação.&lt;br /&gt;- Por essa ótica, qual sistema é mais cruel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Leme Gonzalez (Rafael.leme@globo.com)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3229340029600147850-3781658102592262433?l=contatosimediatosxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/feeds/3781658102592262433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3229340029600147850&amp;postID=3781658102592262433&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/3781658102592262433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/3781658102592262433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/2008/12/assisti-na-ltima-tera-feira-boy-in.html' title='Crueldade ontem e hoje'/><author><name>Rafael Leme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07898188932284682809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SUlxQyzjgKI/AAAAAAAAABk/2YPtxAXRawA/s72-c/story.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3229340029600147850.post-120849911148315059</id><published>2008-12-16T17:23:00.000-08:00</published><updated>2008-12-17T12:46:45.100-08:00</updated><title type='text'>Vencido, reverencio a rainha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SUlf1OReARI/AAAAAAAAAAk/dvnNfpqEE_U/s1600-h/madonna+maraca+guitar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280857406037688594" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 202px; CURSOR: hand; HEIGHT: 242px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SUlf1OReARI/AAAAAAAAAAk/dvnNfpqEE_U/s320/madonna+maraca+guitar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; “I’d give you a B- for that”, disse Madonna ao público depois de uma “Dress you up” levada a cappella. Pois é recíproco - eu diria. Na verdade, esta crônica seria bem diferente não fosse o andamento do show de segunda-feira, dia 15 de dezembro de 2008, no Maracanã, a partir de “Like a prayer”, ou seja: não fosse seu final. O espetáculo parece ter terminado melhor que começado. Até certo ponto, confesso que pensava: “ela não vai, efetivamente, levantar essa galera. Não vai rolar”. Ledo engano... No fim das contas, a apresentação pôde ser digerida de forma bastante positiva.&lt;br /&gt;Tudo começou com um atraso de 1 hora e meia, capaz de deixar até carioca frustrado. Tanto é verdade, que as vaias e os gritos de “piranha!” tomaram conta do estádio a partir das 21 horas. Mas – naturalmente -, quando as luzes se apagaram, o Maracanã, às escuras, começou a berrar pela diva. Madonna surgiu sentada numa poltrona de rainha e em poucos segundos já estava dançando por todo o palco. “Candy shop”, “Beat goes on” e “Human nature” precederam a interpretação de um mix de “Vogue” com “4 minutes”, do qual sobressaiu-se melodicamente a segunda. Porque? – pensei – já que “4 minutes” seria tocada no último bloco do show. Depois de uma estranhíssima “Into the groove”, somaram-se mais e mais indagações. Mas nada foi tão duro quanto ver “Bordeline” se transformar num Hard Rock. Que diabos era aquilo?&lt;br /&gt;Antes dos ciganos entrarem em cena, pus-me a refletir acerca do quão nostálgico e chato eu poderia estar sendo. Talvez uma pequena ajustada na ótica pela qual assimilava aquilo tudo seria suficiente para aproveitar o momento único. Da reflexão, surgiram algumas conclusões. O espetáculo, de uma forma geral, se pautou pela estética musical que vigora hegemonicamente no mundo e pela qual não tenho muita afinidade. Madonna adequou-se. Ainda que as coreografias fossem bastante parecidas com as de outros tempos, a estética musical não é a mesma. As batidinhas de “Holiday” e “Dress you up” não têm mais espaço. Os tempos são mesmo de batidão!&lt;br /&gt;“Spanish Lesson”, “Miles away” – belíssima -, e “La isla bonita” – irreconhecível não fosse a letra – foram executadas cheias de exotismo, que se evidenciava na presença de uma trupe de músicos ciganos no palco. A bela “You must love me” gerou um certo frisson no Maracanã.&lt;br /&gt;“Get stupid” inaugurou a última parte do show. Imagens no telão uniram os estúpidos Hitler, Mahmoud Ahmadinejad e John McCain e, em seguida, exaltaram figuras como Ghandi, John Lennon, Nelson Mandela, Madre Tereza de Calcutá, Martin Luther King, Barack Obama e Bill Clinton (!?!?). Estou até agora tentando estabelecer conexões entre os relacionados acima e não obtive qualquer resultado. De uma forma ou de outra, críticas ao consumismo são sempre bem vindas. Mas logo da garota materialista?&lt;br /&gt;Foram preciso “4 minutes” para o jogo começar a virar, de fato. (Que trocadilhadela ridícula) Depois da execução do novo hit com direito a um virtual Justin Timberlake no palco, Madonna se dirigiu a sua audiência: “I heard that you saved a lot of prayers. It didn’t rained tonight”. O público respondeu com berros, e “Like a prayer” tirou a galera do chão. A massa sacudiu legal. Daí pra frente, o show ganhou em exuberância e animação. Ainda que todo o repertório recente tenha sido magistralmente interpretado durante todo o show, a partir daqui o público interagiu bem mais.&lt;br /&gt;Antes de “Ray of light”, Madonna pediu uma sugestão musical a um integrante do público. O anônimo Daniel escolheu “Dress you up”. A rainha levou-a no gogó. Ainda que seja sabido que um playback acompanhou-a quase todo o show, esse momento serviu para decretar a vivacidade de sua voz e da do público também, ainda que Madonna tenha dado, com dose de bom humor, um B- para a galera. “Hung up” foi seguida de “Give it to me”, canção que fechou o espetácu&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SUlgfjW8ObI/AAAAAAAAAAs/tNnT3211tEY/s1600-h/madonna3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;lo. Antes de executá-la, Madonna vestiu-se com a blusa da seleção e trouxe uma bandeira do Brasil em mãos. A mensagem “Game over” tomou os telões após o sumiço da estrela.&lt;br /&gt;Acabado o grandioso espetáculo, um sutil som ambiente tomou conta do Maracanã, que esvaziava-se gradativamente. Era a “Holiday” original com sua batidinha característica. Que fim...! Meu B- é irônico como o de Madonna. Ela merece mais que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Do show ficam boas lembranças. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Rafael Leme Gonzalez (rafael.leme@globo.com)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3229340029600147850-120849911148315059?l=contatosimediatosxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/feeds/120849911148315059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3229340029600147850&amp;postID=120849911148315059&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/120849911148315059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/120849911148315059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/2008/12/vencido-reverencio-rainha.html' title='Vencido, reverencio a rainha'/><author><name>Rafael Leme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07898188932284682809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SUlf1OReARI/AAAAAAAAAAk/dvnNfpqEE_U/s72-c/madonna+maraca+guitar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3229340029600147850.post-7179095746527369483</id><published>2008-12-10T15:29:00.000-08:00</published><updated>2008-12-17T12:52:19.864-08:00</updated><title type='text'>E quando menos se espera... o natal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SUlkmcUMjFI/AAAAAAAAAA0/XHhwYD4ug7U/s1600-h/papai_noel.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280862649667325010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 182px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SUlkmcUMjFI/AAAAAAAAAA0/XHhwYD4ug7U/s200/papai_noel.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Happy Xmas” embalando os passeios pelo shopping; portarias, varandas e vegetação urbana iluminadas; comércio borbulhante; congestionamentos nos arredores da Lagoa Rodrigo de Freitas; e o peru no freezer são indícios do irremediável: o natal, companheiros, chegou novamente! ...Ah, O Natal... família reunida, conflitos superados, florescimento do amor e da solidariedade! Pelo menos é essa a perspectiva que a publicidade em nome do sistema procura enfiar-nos goela abaixo.&lt;br /&gt;Ainda que o senso comum concorde que um ano é tempo suficiente para profundas transformações internas no ser humano – ainda mais quando se é jovem -, o natal parece figurar como um eterno flashback. As pessoas envelhecem, o arquivo de memórias incha, mas o natal é sempre o natal de sempre (se me permitem a redundância). Na verdade, acho que os fins de ano são iguais. Seria algo que transcende o elemento “natal”? Fica a indag&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SUlk12FhNjI/AAAAAAAAAA8/TbEWiIYD6xY/s1600-h/bad+santa.bmp"&gt;&lt;/a&gt;ação. Só sei que o papo no elevador nunca cessa sem o tradicional “mas o tempo passa rápido, em!? Já tâmo no Natal de novo!”. As piadinhas infâmes na ceia do dia 24 então nem se fala: “E aí fulano, que tal o peru – com trocadilho -? Já provou?”&lt;br /&gt;Definitivamente, não precisa ser vidente para saber que os Papais Noéis &lt;strong&gt;vão&lt;/strong&gt; se proliferar pelos shoppings, a rede Globo &lt;strong&gt;vai&lt;/strong&gt; exibir a retrospectiva, o Sérgio Chapelin &lt;strong&gt;vai&lt;/strong&gt; apresentá-la, a missa do galo &lt;strong&gt;vai&lt;/strong&gt; ser transmitida por alguma emissora, você &lt;strong&gt;vai&lt;/strong&gt; dar um troco pro porteiro (se você for o porteiro leia: você &lt;strong&gt;vai&lt;/strong&gt; receber um troco dos moradores), você &lt;strong&gt;vai&lt;/strong&gt; receber uma pancada de presentes inúteis, você &lt;strong&gt;vai&lt;/strong&gt; dar uma pancada de presentes igualmente inúteis, alguém &lt;strong&gt;vai&lt;/strong&gt; estourar uma garrafa de champagne do seu lado no réveillon – provavelmente Sidra -, os fogos iluminarão Copacabana, uma fumaça densa arruinará a visão dos presentes, o São Paulo será o campeão brasileiro e o Fluminense, tal o como o Botafogo, fechará o ano sem títulos. A previsibilidade do fim de ano é realmente assustadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com mais um “natal de sempre” e as esperanças inúteis de um próspero ano novo, deixo algumas considerações acerca do ano que chega ao fim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280864607333439474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 321px; CURSOR: hand; HEIGHT: 237px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SUlmYZMK1_I/AAAAAAAAABM/K2u43AxBq8U/s200/bad+santa.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Considerações futebolísticas:&lt;br /&gt;- Bom, como de costume, o ano deixou mais uma taça nas mãos do Flamengo. Os fracassos rubro-negros sempre são amenizados por esse fato. O Fluminense finaliza uma temporada sofrível tendo deixado escapar o sonhado título da Libertadores, que ficou nas mãos de Cevallos (bendito atleta!!). O Botafogo chorou muito no início, mas as saídas de Cuca e Túlio dão indícios de que a choradeira cessará. É o que esperamos.&lt;br /&gt;O Corinthians voltou no embalo do peso de sua camisa, que tanto se dedicou à série B que pouco significou na Copa do Brasil perdida para o Sport (Viva futebol de Pernambuco!!). Foi-se o Vasco da Gama para a Segundona. Mas não há motivos para desespero: o vice também sobe.&lt;br /&gt;O São Paulo sagrou-se campeão brasileiro. (Ohhhhh!!) E o Flamengo – campeão estadual – fechou a temporada de forma tenebrosa, arrastando-se em campo quando deveria vibrar. A vaga na Libertadores virou pó frente a pontuação de Cruzeiro e Palmeiras, equipes igualmente atrapalhadas. Mesmo com derrotas pífias das equipes mineira e paulista, o Flamengo conseguiu a façanha de somar mais resultados absurdos e patéticos no campeonato, conseguindo assim a quinta colocação. O empate com o Goiás é simbólico para ilustrar o argumento irônico, mas procedente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerações musicais:&lt;br /&gt;- Depois de 2007 brindar-nos com a vinda do Police e de Waters, 2008 possibilitou a vinda da rainha Madonna. O Maracanã é um palco formidável, sem dúvida. E o show deverá ser um sucesso. O Queen também compareceu. Desmembrado, mas compareceu. Ah! E 2009 já parece chegar brilhantemente com Sr. Elton John na Apoteose. O ingresso já está garantido.&lt;br /&gt;- Deixo uma dica universal: já que é a primeira postagem em que trato das coisas mais genericamente, indico a mais notável obra musical já feita na história da humanidade – “Abbey road” The Beatles. Enjoy it!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerações jornalísticas:&lt;br /&gt;- Para quem tem um parafuso a mais, não há nada como a revista Piauí. Fã desde o primeiro exemplar de novembro de 2006, indico duas reportagens que devem ser lidas pelos antenados:&lt;br /&gt;“O caseiro” – edição de outubro 2008 – absolutamente revelador.&lt;br /&gt;“Na rota do Kif” – mesma edição – absolutamente intrigante.&lt;br /&gt;Na verdade toda a edição de outubro deve ser devidamente devorada pelos leitores que se prezem. As férias me possibilitarão a leitura das de novembro e dezembro, já garantidas.&lt;br /&gt;- O jornal “O Globo” tem publicado reportagens no sentido de revelar o caráter civil da ditadura militar. A série começou domingo, dia 7, e deve prosseguir pela semana. Interessante.&lt;br /&gt;- O Jornal do Brasil, apesar do formato que não me agrada, tem mostrado vitalidade. Que bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerações cinematográficas:&lt;br /&gt;- O ano de 2008 deixou boas coisas no campo da sétima arte. Dentre as mais significativas está a produção da Pixar “Wall.e”. O argumento é interessantíssimo, a execução é brilhante e o robozinho é o máximo. Talvez a melhor das animações desse tipo, dentre as quais também se mostra excelente “Por água abaixo” e “Procurando Nemo”.&lt;br /&gt;- Heath Ledger deixou sua última contribuição. E que contribuição! O Coringa rouba a cena em “Batman – the dark knight”. Pena que o Batman continua sendo interpretado pelo insosso Christian Bale, que não acrescenta nada ao personagem e deixa-o totalmente sem sal. De qualquer forma, a produção é excelente e imperdível. Talvez o melhor filme de super-herói dos últimos anos. O que não quer dizer muito, pois a maioria dessas produções dá um sono...&lt;br /&gt;- Não é preciso que se diga de quem é a direção de “Vicky Cristina Barcelona”. As sutilezas, a ironia e a presença de Scarlett Johansson no elenco não deixam dúvidas: é mais uma obra de Woody Allen. Como de costume, o argumento gira em torno dos relacionamentos. O resultado é um filme excelente. As interpretações de Penélope Cruz e Javier Bardem são notabilíssimas. Este último, aliás, tem ganho bastante espaço em Hollywood. O também imperdível “No country for old men” (Onde os fracos não têm vez) o possibilitou levantar a estatueta de melhor ator coadjuvante no Oscar 2008 pela interpretação de um assassino frio e calculista – realmente assombrosa. Agora, seu personagem é completamente diferente, mas o ator manteve o alto nível.&lt;br /&gt;- Outro artista que terá destaque nas minhas considerações é George Clooney, que protagoniza mais uma super produção este ano. “Burn after reading” (Queime depois de ler) é dirigido pelos irmãos Coen – de “No coutry for old men” – e está gerando bastante badalação&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. Trata-se de uma comédia bastante divertida. Clooney esteve muito bem em “Michael Clayton” (Conduta de risco), indicado ao Oscar no ano passado, e dirigiu em 2006 o perfeito “Good night and good luck” (Boa noite e boa sorte), imperdível para os estudantes de jornalismo. Em "Burn after reading", no entanto, sua atuação é mais impressionante. Só por ele, o filme já vale a pena. John Malkovich e Brad Pitt ainda compõem o belo elenco. Vale a pena dar um passadinha despretenciosa no cinema.&lt;br /&gt;- As grandes produções ainda estão para chegar, mas das que já passaram por aqui, só me resta falar do sempre badalado 007. “007 – Quantum of solace” é pipoca da melhor qualidade. Não faz pensar muito, mas já que estamos falando de entretenimento, que seja Bom. E é. Não melhor que o arrasador “Cassino royale”, mas diverte bastante. Ah... e eu sou do grupinho dos que aprovam Daniel Craig. Os nostálgicos que me desculpem, mas o 007 do século XXI está em boas mãos. Craig é mais saradão, violento, mas funciona muito bem. Que fique na função por mais alguns anos!&lt;br /&gt;- Ah!!! Tinha me esquecido do melhor. Não deixem de assistir “REC”. Trata-se de uma produção espanhola inovadora, de resultado muito feliz, e arrepiante – não corte o clima e veja no escuro (medida essencial para a degustação da película).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo por fim algumas sugestões mais genéricas:&lt;br /&gt;- Entendam por que Jack Nicholson é Jack Nicholson: “Chinatown” – Roman Polansky; “The shining” (O iluminado) Satnley Kubrick.&lt;br /&gt;- Mudem a vida de vocês assistindo às duas maiores obras-primas do cinema: “American Beauty” (Beleza Americana) Sam Mendes; “Seven” David Fincher.&lt;br /&gt;- Conheçam o Mestre: “Vertigo” (Um corpo que cai); “Psycho” (Psicose) Alfred Hitchcook.&lt;br /&gt;- Apaguem a luz e confiram: “Alien – the 8th passenger” (Alien, o oitavo passageiro) Ridley Scott; “Haloween” John Carpenter; “Jaws” (Tubarão) Steven Spielberg.&lt;br /&gt;- Pensem: “The Matrix” Waschowski brothers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Gonzalez (r&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:afael.leme@globo.com"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;afael.leme@globo.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3229340029600147850-7179095746527369483?l=contatosimediatosxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/7179095746527369483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/7179095746527369483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/2008/12/e-quando-menos-se-espera-o-natal.html' title='E quando menos se espera... o natal'/><author><name>Rafael Leme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07898188932284682809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Oxvq3kerR2A/SUlkmcUMjFI/AAAAAAAAAA0/XHhwYD4ug7U/s72-c/papai_noel.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3229340029600147850.post-7570367739871613178</id><published>2008-12-09T07:49:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T07:57:21.729-08:00</updated><title type='text'>Reflexões Histórico-cinematográficas</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O conteúdo desse texto foi utilizado como trabalho final de uma discuplina do curso de história da UFRJ. De qualquer maneira, apesar das especificidades, valida alguns filmes como essenciais para a percepção de certos aspectos característicos de nossos tempos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Remetendo-nos a Marshall Sahlins que usa o beisebol para refletir as imprevisibilidades da História, e pautando-se pela obra de Emir Sader "Cuba, Chile e Nicarágua", podemos dizer que, quando Allende conta seu plano político - em relação a sua ida a TV para convocação de um plebiscito - para o general Pinochet, um slow motion “historiográfico” entra em cena. Esse fato seria o home run de Bobby Thomson da história do Chile, ou seja, um fator determinante para o 11 de setembro de 1973. O ultimato golpista a Salvador Allende foi seguido de um bombardeio e de um golpe de estado que se consagrou como a pá de cal para a tentativa socialista.&lt;br /&gt;De fato o Chile foi submetido a um regime desse tipo. Segundo Sader, alguns fatores como a estabilidade econômica e o surgimento precoce de uma classe operária no país – em relação aos demais países latino-americanos – viabilizaram a eleição de Allende. Enquanto a maioria dos “vizinhos” vivia sob repressão, o Chile caminhava em outra direção. Mas não por muito tempo, afinal, como ressalta Eduardo Valdés, o período caracteriza-se por “estreita conexão com uma série de fenômenos internacionais”, entre eles o que se entende por Guerra Fria. A contestação ao sistema foi duramente reprimida pelos que o encabeçavam e, talvez, o caso chileno tenha sido o que melhor reflete o uso da violência, e sua estreita ligação com a política, em relação às práticas repressivas realizadas pelo Estado, a partir do golpe.&lt;br /&gt;É diante desse contexto que o filme “Machuca” de Andrés Wood trabalha a arquitetura social e as mudanças que ocorrem num, relativamente, curto espaço de tempo no Chile sob o olhar de um menino. Ou seja, de um dia para o outro, passa a ser cool se relacionar com colegas que residem em regiões bastante pobres e, de repente, esses colegas viram inimigos número um da sua família. Até que ponto isso não é absurdamente confuso para uma criança? Hoje, sua mãe acaricia o coleguinha pobre e, amanhã, a mesma mãe apóia uma junta militar que se dará ao direito de exterminá-lo. Isso já é confuso para um adulto, quanto mais para uma criança.&lt;br /&gt;Outro filme que se prontifica a tratar do mesmo tema é “A culpa é do Fidel” de Julie Gavras, que narra a história de uma menina que, filha de pais militantes e neta de avós conservadores, vive um verdadeiro drama ao tentar entender o que se passa. De um lado a empregada, anticomunista até o último fio de cabelo, joga a culpa por qualquer coisa em Fidel Castro. Do outro, seus pais protestam a favor do regime de Allende no Chile. E ela – uma verdadeira lady até então – acha aquilo tudo, em princípio, uma grande chatice.&lt;br /&gt;No caso de “Machuca”, os acontecimentos políticos ligados à subida de Allende ao poder permitem que Gonzalo e Pedro estudem na mesma sala. Nasce daí uma amizade entre um menino mais rico e outro mais pobre. Tudo vai muito bem até que as manifestações a favor e contra o governo de Allende tomam as ruas. Nesse ponto, chamo atenção para algo muito interessante que é possível ser notado no filme: os meandros das relações sociais. É bom que se afaste das definições binárias e simplistas. Pedro Machuca e seu vizinho eram pobres, logo militavam a favor de Allende. (Pééé) Errado. Os dois apenas aproveitavam-se dos acontecimentos políticos para vender bandeirinhas tanto nas manifestações comunistas, quanto nas golpistas (!).&lt;br /&gt;A partir do momento em que a mãe de Gonzalo briga ferrenhamente com sua amiga, vizinha de Machuca, tudo fica mais confuso na cabeça do menino. Ao mesmo tempo em que o garoto mantém a amizade, internaliza o conflito político e acaba tomando parte dele quando chama o amigo de “favelado”. Teria ele escolhido um lado, depois de ter estado por um tempo em cima do muro?&lt;br /&gt;Na verdade, tudo o que envolve aquela situação é complexo demais para o garoto. Não há como ele tomar parte. Ele simplesmente gravita sem rumo diante das contradições dos discursos e das situações que se apresentam. No colégio, ele se nega a agredir o amigo. Algum tempo depois, o chama de “favelado”. Mas não se pode exigir lógica diante do quadro vivenciado por Gonzalo. A violência a qual é submetida a seus companheiros o choca. Sua amiga é alvejada e morre diante de seus olhos. O colega é levado. O vizinho espancado. Seu par de tênis Adidas passam a significar muito, afinal ele precisa sair do local. A imagem do soldado olhando para seus pés e permitindo sua fuga corresponde a vitória do sistema. A amizade ficou para trás, assim como o sonho da militância socialista.&lt;br /&gt;Finalizo a análise apontando tanto “Machuca”, quanto “A culpa é do Fidel” como filmes essenciais para a reflexão acerca das simbologias e das construções conceituais (Múmias, barbudos, rojos, etc) e como isso pode ser uma grande bobagem aos olhos de quem não contempla tudo aquilo que envolve as questões políticas – crianças, por exemplo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Rafael Gonzalez (rafael.leme@globo.com)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3229340029600147850-7570367739871613178?l=contatosimediatosxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/7570367739871613178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/7570367739871613178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/2008/12/reflexes-histrico-cinematogrficas.html' title='Reflexões Histórico-cinematográficas'/><author><name>Rafael Leme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07898188932284682809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3229340029600147850.post-4764344879718318612</id><published>2008-12-09T07:47:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T07:49:08.830-08:00</updated><title type='text'>Sensual e Materialista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Madonna é a personificação do ideal materialista que rege todas as relações humanas nesse início de século XXI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que rufem os tambores! Dezembro celebrará a volta da rainha do pop ao Brasil depois de 15 anos. A turnê mundial Sticky &amp;amp; Sweet passará pelo Rio de Janeiro nos dias 14 e 15 e São Paulo nos dias 18, 20 e 21. No Rio, como não poderia deixar de ser, o Maracanã se encarregará de recebê-la. Aos cinqüenta anos de idade, Madonna parece não ter perdido nenhum vigor físico em comparação ao início dos anos 80, quando emergiu como fenômeno musical numa New York à beira do colapso: falida e abatida pela crise do petróleo.&lt;br /&gt;            Em 1978, os embalos de sábado à noite estão em primeiro lugar nas paradas de sucesso. A disco music alcança seu auge no momento em que o movimento punk entra em ruína. Os Sex Pistols se separam, Sid Vicious se suicida e a música pop começa a entrar em cena. O rock’n’roll abre espaço para o surgimento de movimentos como a new wave e o pós-punk, de caráter underground.&lt;br /&gt;Na verdade, o momento é de transformações conectadas diretamente às ideologias políticas. A negação do sistema, característica do fim dos anos 60 deixa de ser martirizada. A idealização do revolucionário, da conscientização, do esclarecimento, da quebra de valores, característicos dos movimentos de contracultura e hippie dão lugar uma atitude também rebelde, porém de cunho liberal-capitalista. Ou seja, procura-se fugir das dualidades de um mundo em guerra fria, mas valoriza-se a imagem, o “ter”, em suma: o materialismo. Profeta ou não, John Lennon já dizia no início dos anos 70: “O sonho acabou”. E acabou mesmo.&lt;br /&gt;Viver os anos 70 era encarar um mundo bi-polarizado. Comunistas de um lado, capitalistas do outro. Bem e mal, negro e branco, virgens e putas, assim eram postas as coisas, antagonicamente. Madonna sintetizou esse momento como ninguém. Musicalmente, uniu elementos punks, dançantes e da música disco europop, que pode ser exemplificada com “Born to be alive” de Patrick Hernandez - Madonna inclusive trabalhou como dançarina de Hernandez no início da carreira. No campo ideológico, abraçou um materialismo ousado ligado à sensualidade e, segundo alguns, à autenticidade, maneira polêmica de analisar o conceito Madonna.&lt;br /&gt;Na biografia “Madonna, 50 anos” publicada recentemente, a autora Lucy O’Brien refere-se a Madonna como um ídolo pop “não mais pré-fabricado, mas autêntico.” Num mundo em que fervilha a indústria cultural, fazer sucesso sendo autêntico é meio difícil. Tudo bem que Madonna já surge com sua maneira própria de ser estrela, mas toda essa ideologia que a acompanha é uma construção. Tanto é que o público, de cara, entende sua mensagem e faz dela um fenômeno. Não há complexidade em Madonna. Há letras diretas e muitas vezes fúteis. As pessoas queriam aquilo, “falavam aquela língua”.&lt;br /&gt;Junto com Madonna e seguindo seu estilo surge Cindy Lauper. Ambas exploram o rico universo do desejo adolescente feminino. Mas nada melhor que essa comparação para captar as particularidades de Madonna. Lauper apenas dizia – bem alto, admito – que “girls just wanna have fun” (garotas só querem se divertir). Madonna ia além. Muito além.&lt;br /&gt;Em 1983 estoura o primeiro álbum com os sucessos “Lucky Star”, “Holiday” e “Everybody”, que bombou nas pistas. Gabando-se de muita ambição, como era de costume, Madonna dá a seguinte declaração no famoso programa norte-americano de TV American Bandstand: “Vou dominar o mundo”. De certa forma, não se pode negar que ela estava certa. No mesmo ano dessa declaração, 1984, Madonna atinge um nível absurdo de sucesso. O clássico “Like a virgin” dava nome ao álbum, que trazia o hino de Madonna nos anos 80, “Material girl”. A primeira causou bastante polêmica. Principalmente devido à origem do nome artístico Madonna. A palavra deriva do italiano. Mia Donna quer dizer  Nossa Senhora, a Virgem Imaculada mãe de Jesus Cristo. Esse nome dignificava a mulher santa, casta e submissa, nos moldes das religiões abraâmicas como o Judaísmo, o islamismo e o cristianismo. Problemão, não? Seria impossível que isso passasse sem reclamações. Mas fato é que Madonna, hoje, é sinônimo de ambição feminina e libertação sexual.&lt;br /&gt;“Material Girl” simplesmente sintetiza toda essa ideologia que ilustra as sociedades ocidentais do século XXI. Madonna é mais do que uma mulher de carne e osso. Ela é uma combinação pós-moderna de signos. Madonna somos nós. Vivemos num mundo materialista, e somos garotos e garotas, homens e mulheres materialistas. O que nos importa senão o status, a imagem? O jeito “patricinha” de levar a vida provém desse momento. A barriga de fora, os adereços “católicos”, os chicletes, tudo isso passa por Madonna. Não há dúvidas que essa ideologia reflete o estado degradante das relações humanas, hoje.&lt;br /&gt;Diante desse mundo tão pobre, tão fluido, tão carente de discussões mais profundas, o símbolo Madonna contribui para uma manutenção de valores, vigora como um monumento móvel lembrando a todos, com seus cabelos loiros e seu corpo escultural, que devem ser perfeitos, felizes e ambiciosos. Em dezembro, o Maracanã será palco de mais uma manifestação massiva do materialismo, com seres humanos em estado de êxtase na platéia e uma Madonna cinqüentona, mas com tudo em cima, no palco cantando sucessos do álbum “Hard candy” e os clássicos imortais de sua carreira.&lt;br /&gt;Em tempo: o ser humano que vos articula essa tese já garantiu o ingresso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Rafael Gonzalez (&lt;a href="mailto:rafael.leme@globo.com"&gt;rafael.leme@globo.com&lt;/a&gt;) Publicado no JL Méier, edição de Novembro de 2008.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3229340029600147850-4764344879718318612?l=contatosimediatosxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/4764344879718318612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/4764344879718318612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/2008/12/sensual-e-materialista.html' title='Sensual e Materialista'/><author><name>Rafael Leme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07898188932284682809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3229340029600147850.post-8279213717885373563</id><published>2008-12-09T07:46:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T07:47:49.179-08:00</updated><title type='text'>Detalhes que definem uma prefeitura</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Depois de um primeiro turno caracterizado pelo fenômeno do voto útil anti-Crivella, as eleições 2008 para prefeitura do Rio de Janeiro são definidas num segundo turno disputadíssimo com vitória de Eduardo Paes do PMDB sobre Fernando Gabeira do PV por uma diferença de 55 mil votos, o equivalente a 1,6% dos votos válidos. Paes dedicou a vitória ao governador Sérgio Cabral&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Às 20 horas e 26 minutos da noite do dia 26 de outubro de 2008, já estava definido o novo prefeito do município do Rio de Janeiro. Com 50,83% dos votos válidos, o candidato Eduardo Paes do PMDB derrotou Fernando Gabeira do PV que ficou com 49,17% da preferência do eleitorado. Além de chamar atenção pela disputa acirradíssima no segundo turno, as eleições marcaram pelas surpresas e por alguns detalhes que a definiram.&lt;br /&gt;            Na reta final do primeiro turno, uma “onda verde” começou a ganhar força. As pesquisas de intenção de voto apontavam um segundo turno entre Paes e Marcelo Crivella (PRB), candidato ligado a Igreja Universal do Reino de Deus. Diante desse quadro, o eleitorado procurou seguir a perspectiva do voto útil. Dentre os candidatos que corriam por fora, Fernando Gabeira (PV) apresentou-se como uma saída para uma forte parcela da população, talvez em função de sua aposta numa campanha de não agressão aos outros candidatos e de não poluição da cidade, que, certamente, fez sucesso diante dessa discussão ambiental mundial. Outro motivo se enraíza na aliança estabelecida com o PSDB, que favoreceu a captação de um eleitorado de direita que ainda vê comunista em baixo da cama e, portanto, se assusta com a cor vermelha nas bandeiras de Jandira Feghalli (PCdoB). Para muitos, o PV aparecia como uma possibilidade de mudança sem estar conectado a fortes questões sociais. Gabeira é ligado a uma esquerda, indiscutivelmente, mas quando se associa ao PSDB tira esse peso das costas, viabilizando a angariação dessa parte conservadora do eleitorado – que esquece suas participações na luta armada e da tanga que usava na praia de Ipanema.&lt;br /&gt;            Enquanto o Jornal do Brasil preferiu não pautar a “onda verde”, o Globo deixou clara sua posição anti-Crivella apontando uma disputa voto a voto entre o candidato do PRB e Gabeira, no dia das eleições. Muitos eleitores mudaram o voto na manhã do dia 5 de outubro, o que transtornou os outros candidatos que acusariam a mídia e os institutos de pesquisa pelas suas derrotas. Fato é que o resultado das urnas provou que Gabeira ganhava mesmo força, e foi além: evidenciou a prática em massa do chamado voto útil. Afinal, Gabeira não alcançou Crivella. Gabeira passou-o, e por muito – 5 pontos percentuais. Paes terminou com 32%, Gabeira 25% e Crivella 20% dos votos.&lt;br /&gt;            O segundo turno começou com a definição dos apoios. Eis o primeiro detalhe que definiria as eleições. Enquanto Paes recebeu o apoio de, praticamente, todos os partidos, Fernando Gabeira recebeu-o de apenas um. E talvez fosse melhor não receber de nenhum. Tratava-se do DEM de César Maia, um verdadeiro monstro aos olhos do senso comum. O candidato verde haveria de comer o pão que o diabo amassou em função disso.&lt;br /&gt;            Mas as surpresas continuaram no início do segundo turno, evidenciando que entender cabeça de eleitor não é tarefa fácil. A primeira coisa que veio à mente daqueles que procuravam prever os resultados do segundo turno foi: eleitor de Crivella não vota em Gabeira em hipótese. Segundo essa perspectiva, Paes, certamente, manteria a dianteira. No entanto, a pesquisa do Datafolha divulgada no dia 9 de outubro indicou 43% das intenções de voto para Gabeira contra 41% para Paes. O embate, definitivamente, prometia fortes emoções.&lt;br /&gt;            No primeiro debate na TV, realizado pela Rede Bandeirantes, já foi possível delinear a face de cada campanha. Eduardo Paes era o candidato das realizações. Cheio de promessas e com uma retórica impecável, levou a melhor, levemente, em todos os seguintes debates. Apoiado pela “máquina” administrativa de Sérgio Cabral e Lula, se calcava na idéia da união de forças municipais, estaduais e federais em torno de melhorias para a cidade, mostrando sempre amplos conhecimentos sobre ela. Fernando Gabeira era o “azarão”, ex-militante, com promessas menos objetivas e um discurso universalista. Pretendia não ser “mais um prefeito”, e mudar certos paradigmas.&lt;br /&gt;            Na Band, Eduardo começou a profanar a associação entre Gabeira e César Maia, prática que permaneceria por toda a campanha. Gabeira defendia-se:&lt;br /&gt;- Candidato Paes, o senhor sempre, ao falar do atual prefeito César Maia, faz questão de colocar que ele apóia a minha campanha. Mas eu só o encontrei cinco vezes na vida. Você é cria dele. Participou ativamente do seu primeiro mandato. Portanto, sempre que chamar atenção para isso, vai ouvir! – esbravejou.&lt;br /&gt;No entanto, a argumentação de Gabeira era facilmente contornada por Paes. O PMDBista não cansou de afirmar que saiu de perto de César Maia quando observou que as coisas não iam bem no segundo mandato, álibi bastante convincente. O peso Maia ficou mesmo nas costas de Gabeira.&lt;br /&gt;             Outro detalhe que pode ter definido as eleições foi a inteligência de Paes para captar o ponto fraco de Gabeira: o conhecimento sobre a área total da cidade. Gabeira estava preparado para tudo, sem dúvida. Mas Paes, no debate da TV Globo, fez questão de perguntar duas vezes sobre áreas específicas da zona oeste da cidade, fazendo Gabeira ter de pisar em ovos. O candidato verde respondeu uma das questões em apenas 30 segundos, sem convencer, o que surpreendeu o próprio Paes, que gaguejou antes de engatar a réplica.&lt;br /&gt;            Apesar das tensões, os debates tiveram seus momentos de descontração. No Jornal do Brasil, o mediador e editor-chefe Tales Faria esqueceu de fazer uma pergunta a Gabeira, que não deixou escapar a oportunidade:&lt;br /&gt;            - Parece que estou jogando fora de casa. – brincou o candidato do PV, apressando-se no desagravo – Eu sei que isso é acidental, acontece...&lt;br /&gt;            Em meio aos risos da platéia, Tales manteve o bom-humor:&lt;br /&gt;            - Eu já ia pedir direito de resposta.&lt;br /&gt;            Depois de oito debates, as campanhas chegavam ao fim no dia 26 de outubro. As pesquisas dos institutos Ibope e Datafolha, na véspera das eleições apontavam vitória de Paes com 51% dos votos, o que se confirmou nas urnas. Depois do fator Maia e do discurso inteligente de Paes, surge o terceiro detalhe que pode ter definido a eleição: o feriado estadual do dia 28, terça-feira, é antecipado pela administração estadual para segunda-feira 27. A porcentagem de abstenção nas urnas foi de 20,25%, ou seja, altíssima. A julgar pela diferença pequena que decidiu a eleição e pelo fato do eleitorado de Gabeira ser composto por classes mais privilegiadas financeiramente, é possível dizer que Gabeira poderia ter perdido votos de eleitores que preferiram viajar no feriadão.&lt;br /&gt;            Não há dúvidas que uma eleição desse nível de disputa é decidida por detalhes, sejam eles quais forem. Mas também evidencia, de certa forma, que os eleitores cariocas depararam-se com dois candidatos, no mínimo, preparados para ter nas mãos uma prefeitura. O vencedor foi Eduardo Paes, que dedicou a vitória ao governador Sérgio Cabral:&lt;br /&gt;            - Dedico esta vitória ao homem que mudou a maneira de se fazer política no Rio, o governador Sérgio Cabral, que é o grande responsável por essa vitória. A partir de amanhã, vamos unir esta cidade – afirmou o prefeito eleito. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Rafael Gonzalez (&lt;a href="mailto:rafael.leme@globo.com"&gt;rafael.leme@globo.com&lt;/a&gt;) &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3229340029600147850-8279213717885373563?l=contatosimediatosxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/8279213717885373563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/8279213717885373563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/2008/12/detalhes-que-definem-uma-prefeitura.html' title='Detalhes que definem uma prefeitura'/><author><name>Rafael Leme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07898188932284682809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3229340029600147850.post-764299459620780811</id><published>2008-12-09T07:44:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T07:45:58.139-08:00</updated><title type='text'>Melancolia em estado puro</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Bandas pós-punk projetavam uma imagem melancólica e sombria, mas cheia de atitude intelectual&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Talvez não exista um período na história do rock tão execrado pela crítica como os anos 80. Há quem diga que durante os "eighty’s" fora decretada a morte do rock. Mas um olhar mais atento mostra que nessa época fazia-se muita coisa boa. Por um lado a "new wave" investia em um som bem jovem, animado e dançante. Por outro surgia um som bem "dark" vinculado a uma ideologia que em termos gerais cultuava a tristeza e a melancolia. Esse som seria chamado de Pós-punk.&lt;br /&gt;Porque pós-punk? Após o auge do movimento punk que tinha como característica uma atitude rebelde, surgem bandas também de atitude, mas com um caráter mais intelectual. Mesmo assim, notam-se heranças punk no "pós-punk" como por exemplo as músicas curtas e diretas. Nas letras, o mesmo niilismo de revolta, de descrença no futuro. Agora, acrescido da tristeza, depressão e ressentimento.&lt;br /&gt;Fato é que a partir da segunda metade dos anos 70 essa "tribo dark" começa a surgir majoritariamente na Inglaterra: Joy Division, Bauhaus, The Cure.&lt;br /&gt;No entanto, no Brasil, até meados dos anos 80 não se ouvia falar em nada disso. A onda era mesmo a new wave que, mais comercial e com influências da cultura pop, fervilhava na mídia. O que hoje chamamos "Pós-punk" era tão underground, tão obscuro que o mundo, com exceção dos pequenos clubes da Inglaterra, ainda não havia tomado conhecimento de sua existência nem alternativamente. O alternativo da época era a própria new wave.&lt;br /&gt;O panorama muda apenas em 1984 quando num dado momento aquilo se projeta para fora da Inglaterra. Começam então a brotar nos meios de comunicação aqueles músicos de cabelo espicaçado, vestidos de preto. O aparecimento da banda, então desconhecida, "Bauhaus" no filme "Fome de viver" de 1982, estrelado por David Bowie, ajudou no processo.&lt;br /&gt;As primeiras bandas a despontar foram o "The cure", "The mission", "Bauhaus" e o "Siouxie and the banshees" com o single "cities in dust" de 1985. O The Cure conseguiu sucesso com o álbum "The top" (1984), fazendo todos acreditarem ser esse o primeiro álbum da banda. Apenas posteriormente, hits como "Boys don’t cry" seriam desenterrados.&lt;br /&gt;O cure é sem dúvida uma das bandas que, com a liderança de Robert Smith, também integrante da Siouxie and the Banshees, mostrou ter muita qualidade. Na sua primeira fase, e melhor para muitos, gravou álbuns como "Seventeen seconds" e o pesado "Pornography", cuja primeira faixa "One hundred years" já começa com o verso "it doesn’t matter if we all die" (Não importa se todos morrermos). O sucesso comercial chega com o álbum "The head on the door" das faixas "In between days" e "Close to me". Mas só em 1986 que o Cure se torna de fato um fenômeno de popularidade com o lançamento da compilação "Staring at the sea – the singles", que trazia a faixa "Boys don’t cry", um verdadeiro hino dos anos 80. Nesta altura Robert Smith já adotava o visual através do qual tornou-se ícone "pós-punk": lábios borrados de batom, olhos pintados e cabelo totalmente despenteado. Depois disso, a banda ainda grava em 1989 "Disintegration" álbum sucesso de crítica, onde Robert Smith fala, através das letras, sobre a desintegração das coisas, desde relacionamentos até a própria vida.&lt;br /&gt;Outra banda de muito reconhecimento é o "Joy division" que só passa a fazer sucesso bem depois de seu término em 1980. É isso mesmo. Com o suicídio do vocalista Ian Curtis, o resto da banda formou o "New order" que em 1983 estourou com o hit "Blue Monday"(Techno-Pop). Só nesse momento que se olhou para o passado do "No" e se deu de cara com o som daquela banda de Manchester com melodias densas e depressivas, cujo líder, que sofria com crises de epilepsia e mantinha um affair extra-conjugal, enforcou-se aos 23 anos de idade. O filme "Control" (2007) com direção de Anton Corbijn conta a história de Curtis. O grande hit do "Joy Division" é sem dúvida "Love will tear us apart". Uma curiosidade interessante que evidencia o caráter "barra-pesada" do Division é a origem do nome da banda. Na tradução, "Joy division" significa "divisão do prazer", nome da área onde as mulheres judias eram mantidas prisioneiras e "oferecidas" sexualmente aos oficias nazistas no romance "House of dolls" de Karol Cetinsky. Bem sinistro.&lt;br /&gt;Outros garotos que, mesmo não adotando um visual dark, figuraram com muita força no contexto do "pós-punk" foram os integrantes do "The Smiths". Liderados pelo vocalista e compositor de personalidade forte e voz inconfundível Steven Patrick Morrisey, os Smiths estouraram em 1984 com seu primeiro álbum que levou o nome da banda e alcançou a segunda posição no ranking do reino unido. A faixa de grande sucesso foi "This charming man". Johnny Marr já começava a demosntrar seu grande talento nos riffs de guitarra.&lt;br /&gt;O segundo álbum alcaçou o primeiro lugar nas paradas com o hit "How soon is now". Com o nome de "Meat is murder" ele é, além de um álbum de rock, um manifesto vegetariano. Morrissey critica Deus e o mundo nas letras das músicas. A faixa "Meat is murder" é realmente bem pesada e triste, mostrando a crueldade da relação entre homem e animal.&lt;br /&gt;Em julho de 1986 os Smiths lançam o disco que muitos consideram ser sua obra-prima: The Queen is dead. Destaque para as faixas "Bigmouth Strikes Again" e "There Is A Light That Never Goes Out", canção muito depressiva como manda o figurino. No refrão ouvem-se os versos "…to die by your side is such a heavenly way to die…" (morrer ao seu lado seria uma bela maneira de se morrer).&lt;br /&gt;Mas ainda existem letras mais depressivas que essa como a das música "I know it’s over" (Sei que está termindo) e "Asleep" (desacordado), que narra um suicídio.&lt;br /&gt;Os Smiths ainda fizeram sucesso com os singles "Ask" e "Panic" e com o album "Strangeways, here we come" de 1987.&lt;br /&gt;Um olhar mais atento às letras de Morrissey evidencia seu talento. Trata-se de um compositor e tanto. Sua carreira solo segue de pé até hoje.&lt;br /&gt;Além dessas bandas ícones do "pós-punk" pode-se citar "Cocteau Twins", "Echo and the Bunnyman", "Sister of Mercy", "The Mission" e o "The Cult".&lt;br /&gt;Talvez quem tenha mais perto de definir o pós-punk, mesmo que tenha sido por acaso, foi Bernard Albrecht, guitarrista do Joy Division. Ele fazia um comentário à respeito do filme "Nosferatu", clássico do cinema, quando acabou praticamente definindo o caráter da música dark ou pós-punk. Declarou o músico: "A atmosfera é realmente maléfica, mas você se sente à vontade dentro dela".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;Rafael Gonzalez (&lt;a href="mailto:rafael.leme@globo.com"&gt;rafael.leme@globo.com&lt;/a&gt;) - publicado no JL Méier, edição de Julho de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3229340029600147850-764299459620780811?l=contatosimediatosxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/764299459620780811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/764299459620780811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/2008/12/melancolia-em-estado-puro.html' title='Melancolia em estado puro'/><author><name>Rafael Leme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07898188932284682809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3229340029600147850.post-6614094713583279657</id><published>2008-12-09T07:34:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T07:44:25.314-08:00</updated><title type='text'>A hora do espanto</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Origens, ícones e clássicos do terror&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, os filmes que se enquadram no gênero terror costumam trazer o medo à telona através de muito suspense e acima de tudo muito barulho.&lt;br /&gt;Mas esse gênero tem suas origens no início do século XX e já passou por dias melhores nos quais o medo era muito mais psicológico e permanecia por mais tempo na mente das platéias.&lt;br /&gt;O primeiro longa-metragem de caráter terrorífico é a produção alemã "O gabinete do Dr.Caligari" (1919) de Robert Wiene. Considerado uma verdadeira obra-prima do cinema, retrato do expressionismo alemão, o filme conta a história do hipnotizador Caligari, que se apresenta num parque de diversões com seu médium Cesare, um sonâmbulo que mata várias pessoas sob hipnose e às ordens de seu mestre. O filme trata no fundo do horror da mente. O subconsciente funcionando como "inimigo" interno, controlando nossas ações.&lt;br /&gt;A partir daí até os dias de hoje, o terror vai consagrando-se mundialmente como gênero cinematográfico. Em 1921, temos o lançamento de "Nosferatu", de Murnau, o primeiro dos grandes filmes de Vampiro, adaptação não-oficial de Drácula de Bram Stoker. "O vampiro da noite" (1958) de Terence Fisher mantém o alto nível com um ótimo Christopher Lee no papel do Conde Drácula.&lt;br /&gt;Em 1931, o romance "Frankstein" de Mary Shelley é adaptado para o cinema com direção de James Whale. Nascia mais um vilão (ou herói para os fãs) do terror.&lt;br /&gt;Os primeiros grandes sucessos de bilheteria surgiram nos anos 70. "O Exorcista" (1973) de William Friedkin, eterno clássico do horror, conseguiu a façanha de ser o primeiro filme de terror a ser indicado à categoria principal do Oscar. E ninguém esquece a volta de 360 graus da cabeça de Regan, a menina que sofre possessão do demônio.&lt;br /&gt;Mas cena clássica mesmo é a do assassinato no chuveiro de um dos quartos do Motel Bates em "Psicose" (1960) de Alfred Hitchcock, ícone do terror. A trilha sonora de Bernard Herrman será lembrada eternamente.&lt;br /&gt;Ainda podem ser citadas outras cenas inesquecíveis do horror. Em "O iluminado" (1980) de Stanley Kubrick, Jack Nicholson, com atuação assombrosa, protagoniza uma dessas cenas: com um machado em punho, destrói a porta do banheiro onde está escondida a sua mulher apavorada. Johnny Depp, que faz sua estréia numa grande produção em "A hora do pesadelo" (1984) de Wes Craven, também participa diretamente de uma cena marcante do terror na qual seu personagem é reduzido a miúdos após ser "engolido" pela própria cama. E quem esquece a cena em que Michael Myers invade o armário onde está escondida a pobre Laurie (interpretada pela "rainha do grito" Jamie Lee Curtis) em "Halloween" (1980) de John Carpenter?&lt;br /&gt;Myers que faz parte da lista dos famosos assassinos desvairados e imortais do cinema. Além dele podemos citar o inesquecível e destruidor Jason Voorhees de "Sexta-feira 13" (1980) de Sean S. Cunninghan. Jason figura talvez como o maior sanguinário do cinema, matando todo e qualquer ser vivo que encontre pela frente. Outro inesquecível é Freddy Krueger de "A hora do pesadelo"(1984) de Wes Craven. Krueger na verdade ataca suas vítimas apenas em seus sonhos. Os personagens acabam travando uma batalha contra o sono, visto que acordados permanecem à salvo. Mas também quando caem no sono é pra não acordar mais. Ainda merece citação o maníaco da serra elétrica Leatherface de "O massacre da serra elétrica" (1974) de Tobe Hooper, filme baseado em fatos reais.&lt;br /&gt;Apesar de enquadrar-se também no gênero ficção científica, "Alien – o oitavo passageiro" (1979) de Ridley Scott carimbou sua importância no cinema de terror devido à presença da criatura de outro planeta que invade a nave Nostromo, cuja tripulação investigava uma transmissão emitida em um planeta desconhecido.&lt;br /&gt;Outro que foge um pouco ao gênero terror, mas pode ser incluído como marcante é "Tubarão" (1975) de Steven Spielberg, que deixou as pessoas com um enorme receio de banhar-se no mar por muito tempo. A fantástica trilha sonora de John Williams é inesquecível.&lt;br /&gt;Em 1982, "Poltergheist" de Tobe Hooper inicia a onda de filmes de espíritos. Na trama, uma família é atormentada por fantasmas em sua casa. Mais atual, "O chamado" também trata de espectros. O assustador fantasma de Samara sai da TV para matar aqueles que viram uma fita de vídeo.&lt;br /&gt;Um ícone eterno do terror que merce menção é Vincent Price que teve sua atuação mais marcante em "O abominável Dr.Phibes" (1971) de Robert Fuest. Ele interpreta (adivinhem!) o Dr.Phibes, que após acidente fica deformado e perde a mulher Victoria. Acreditando que a equipe de cirurgiões foi incopetente por não salvá-la ele inicia uma meticulosa e abominável vingança.&lt;br /&gt;O mesmo Price estrelou "A mosca" (1986) de David Cronenmberg, remake de "A mosca da cabeça branca" (1958) de Kurt Newmann. O filme conta a história de um cientista que acidentalmente se funde a uma mosca doméstica ao conduzir uma experiência de tele-transporte. O homem passa a desenvolver características físicas de uma mosca. Por mais tosca que seja a proposta, o filme se mostra interessantíssimo.&lt;br /&gt;Toscas mesmas são algumas produções chamadas ironicamente de cinema "terrir" como "Re-animator" (1985) de Stuart Gordon, cujo enredo remete ao clássico Frankstein. Um obssecado médico inventa fórmula capaz de re-animar seres humanos (e até mesmo suas partes desmenbradas). O filme é um verdadeiro show de horrores (e de risos também), onde até cabeças decepadas falam.&lt;br /&gt;Em "A hora do espanto" (1985) de Tom Hollan, assiste-se um filme de caráter descontraído, bem-humorado. Mesmo assim é classificado como terror. O jovem Charley acredita ter um vampiro como vizinho ao notar comportamentos estranhos na casa ao lado pela janela de seu quarto. Apesar de ninguém, nem mesmo sua namorada, acreditar na sua versão dos fatos, a verdade logo aparece mostrando que ele estava certo.&lt;br /&gt;Outros títulos mereciam citação, mas de agora em diante é com voces. Portanto, dirija-se a video-locadora mais próxima e inicie as sessões de terror. Não esqueça da pipoca e, é claro, de apagar a luz.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;Rafael Gonzalez (rafael.leme@globo.com) - publicado no JL Méier, edição de Maio de 2008.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3229340029600147850-6614094713583279657?l=contatosimediatosxxi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/6614094713583279657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3229340029600147850/posts/default/6614094713583279657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contatosimediatosxxi.blogspot.com/2008/12/hora-do-espanto.html' title='A hora do espanto'/><author><name>Rafael Leme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07898188932284682809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
